A crise entre a presidência do Corinthians e o comando do Conselho Deliberativo ganhou mais um capítulo nesta semana. A Comissão de Ética e Disciplina do CD decidiu arquivar as denúncias apresentadas por Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior, um contra o outro, por falta de provas que permitissem apurar as acusações trocadas entre os dois dirigentes.
O despacho de arquivamento foi assinado por Leonardo Pantaleão, presidente do Conselho Deliberativo, no último dia 26 de junho. Vale reforçar que o encerramento do processo não significa que nenhuma das partes tenha razão. Significa apenas que, hoje, não há elementos suficientes para seguir com a investigação.
O que originou a denúncia entre Stabile e Tuma
O caso tem origem em um episódio ocorrido em 6 de março, na pizzaria do Parque São Jorge. Segundo relato de Osmar Stabile, Romeu Tuma Júnior o teria ameaçado durante uma conversa, dizendo que o presidente faria o que ele queria ou sofreria as consequências.
A discussão veio à tona publicamente três dias depois, durante reunião do Conselho Deliberativo que tinha como pauta a votação do anteprojeto de reforma do Estatuto do Corinthians. A partir daí, as duas partes protocolaram denúncias recíprocas na Comissão de Ética, dando início ao processo que agora chega ao fim.
Por que as denúncias foram arquivadas
A decisão de Leonardo Pantaleão aponta que não existem provas suficientes para sustentar nenhuma das duas versões apresentadas. O texto do despacho é claro ao afirmar que o arquivamento não representa reconhecimento de procedência nem de improcedência das acusações.
Ainda de acordo com o documento, a Comissão de Ética reservou o direito de reabrir a investigação caso novas provas sejam apresentadas no futuro. Ou seja, o capítulo pode não estar definitivamente encerrado, mas por ora não há caminho para avançar com a apuração.
O que muda na prática para o Conselho do Corinthians
As acusações de Stabile contra Tuma foram usadas como justificativa para a convocação de uma reunião extraordinária do CD em 23 de março, quando os conselheiros aprovaram o afastamento provisório de Tuma da presidência do órgão. Essa medida, porém, foi contestada pela Comissão de Justiça do próprio Conselho e criticada por coletivos de torcedores e associados.
O episódio também chegou ao Ministério Público, sendo citado em representações que pedem intervenção judicial no Parque São Jorge, movimento acompanhado de perto pelo promotor Cássio Conserino. Apesar de toda a movimentação, Romeu Tuma Júnior segue exercendo normalmente as funções de presidente do Conselho Deliberativo, já que o afastamento votado em março nunca chegou a produzir efeitos práticos no dia a dia do órgão.
Reflexo da crise institucional na relação com a Fiel
Episódios como esse reforçam o momento delicado que o Corinthians atravessa fora de campo. Enquanto a diretoria de futebol tenta equilibrar as contas do clube em meio ao transfer ban, a disputa política entre dirigentes segue como pano de fundo constante nos bastidores do Parque São Jorge.
Para a Fiel, fica o desafio de acompanhar de perto os próximos capítulos dessa novela institucional, que caminha lado a lado com discussões como a proposta da SAFiel e as eleições previstas para o fim do ano.
O Corinthians Online continua acompanhando o caso e traz atualizações assim que houver novidades sobre o assunto.
