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Ética do Corinthians arquiva denúncias cruzadas entre Stabile e Tuma Ética
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Ética do Corinthians arquiva denúncias cruzadas entre Stabile e Tuma Ética

Fernanda Uema

|Atualizado |3 min de leitura

A crise entre a presidência do Corinthians e o comando do Conselho Deliberativo ganhou mais um capítulo nesta semana. A Comissão de Ética e Disciplina do CD decidiu arquivar as denúncias apresentadas por Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior, um contra o outro, por falta de provas que permitissem apurar as acusações trocadas entre os dois dirigentes.

O despacho de arquivamento foi assinado por Leonardo Pantaleão, presidente do Conselho Deliberativo, no último dia 26 de junho. Vale reforçar que o encerramento do processo não significa que nenhuma das partes tenha razão. Significa apenas que, hoje, não há elementos suficientes para seguir com a investigação.

O que originou a denúncia entre Stabile e Tuma

O caso tem origem em um episódio ocorrido em 6 de março, na pizzaria do Parque São Jorge. Segundo relato de Osmar Stabile, Romeu Tuma Júnior o teria ameaçado durante uma conversa, dizendo que o presidente faria o que ele queria ou sofreria as consequências.

A discussão veio à tona publicamente três dias depois, durante reunião do Conselho Deliberativo que tinha como pauta a votação do anteprojeto de reforma do Estatuto do Corinthians. A partir daí, as duas partes protocolaram denúncias recíprocas na Comissão de Ética, dando início ao processo que agora chega ao fim.

Por que as denúncias foram arquivadas

A decisão de Leonardo Pantaleão aponta que não existem provas suficientes para sustentar nenhuma das duas versões apresentadas. O texto do despacho é claro ao afirmar que o arquivamento não representa reconhecimento de procedência nem de improcedência das acusações.

Ainda de acordo com o documento, a Comissão de Ética reservou o direito de reabrir a investigação caso novas provas sejam apresentadas no futuro. Ou seja, o capítulo pode não estar definitivamente encerrado, mas por ora não há caminho para avançar com a apuração.

O que muda na prática para o Conselho do Corinthians

As acusações de Stabile contra Tuma foram usadas como justificativa para a convocação de uma reunião extraordinária do CD em 23 de março, quando os conselheiros aprovaram o afastamento provisório de Tuma da presidência do órgão. Essa medida, porém, foi contestada pela Comissão de Justiça do próprio Conselho e criticada por coletivos de torcedores e associados.

O episódio também chegou ao Ministério Público, sendo citado em representações que pedem intervenção judicial no Parque São Jorge, movimento acompanhado de perto pelo promotor Cássio Conserino. Apesar de toda a movimentação, Romeu Tuma Júnior segue exercendo normalmente as funções de presidente do Conselho Deliberativo, já que o afastamento votado em março nunca chegou a produzir efeitos práticos no dia a dia do órgão.

Reflexo da crise institucional na relação com a Fiel

Episódios como esse reforçam o momento delicado que o Corinthians atravessa fora de campo. Enquanto a diretoria de futebol tenta equilibrar as contas do clube em meio ao transfer ban, a disputa política entre dirigentes segue como pano de fundo constante nos bastidores do Parque São Jorge.

Para a Fiel, fica o desafio de acompanhar de perto os próximos capítulos dessa novela institucional, que caminha lado a lado com discussões como a proposta da SAFiel e as eleições previstas para o fim do ano.

O Corinthians Online continua acompanhando o caso e traz atualizações assim que houver novidades sobre o assunto.

FU

Fernanda Uema

Jornalista especializada em esportes, iGaming e análises de apostas esportivas | Pós-graduada em Master Head of Digital Marketing pela ESPM. ....

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