Fernando Diniz decidiu comprar a briga por Memphis Depay. Depois de o holandês cobrar publicamente os companheiros na zona mista, o técnico do Corinthians rechaçou qualquer clima de polêmica e definiu o camisa 10 como um jogador que "joga numa prateleira muito elevada". A defesa veio em meio à pressão da quarta derrota seguida no Brasileirão e às vésperas de uma semana decisiva.
Aqui a gente separa o que de fato foi dito, o contexto por trás da declaração de Memphis e o momento vivido pelo atacante, que ainda busca o primeiro gol depois de meses de jejum. Sem alarde, mas sem varrer nada para debaixo do tapete.
O que Memphis falou que gerou repercussão?
A fala que ligou o sinal de alerta aconteceu logo após a derrota por 2 a 1 para a Chapecoense, lanterna do campeonato, no último domingo. Na zona mista, Memphis admitiu que ainda não está 100% fisicamente e, na sequência, cobrou os companheiros por mais participação na construção das jogadas. O tom soou como um recado para dentro do vestiário.
O atacante foi direto ao dizer que não decide os jogos sozinho e que precisa receber a bola em condições de finalizar. "Sei que posso fazer gols, mas o time precisa me ajudar a fazer gols. Eu não jogo sozinho", disse o holandês, reforçando que se incomoda quando não consegue chegar ao chute.
Como Diniz respondeu à declaração do holandês?
Diniz adotou tom pacificador e tratou de esvaziar qualquer ideia de atrito. Para o treinador, a manifestação de Memphis é apenas a opinião de um jogador de personalidade forte, algo que o grupo sabe administrar internamente sem que vire um problema de vestiário.
O técnico foi enfático ao dizer que a fala não vai reverberar no dia a dia do elenco. Segundo Diniz, Memphis "já está ajudando do jeito que pode", teve uma boa semana de treinos e tende a evoluir com o tempo, à medida que recupera a melhor forma física. A leitura do treinador foi de tranquilidade, não de cobrança.
Foi nesse contexto que apareceu a frase que resumiu a defesa pública do atacante. Diniz destacou o nível técnico e físico do holandês e afirmou que ele "joga numa prateleira muito elevada", numa clara demonstração de que a comissão técnica não pretende alimentar polêmica em um momento tão delicado da temporada.
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Por que Memphis ainda não engrenou na temporada?
A resposta passa por um calendário que não deu trégua ao atacante. Diferente da maioria dos companheiros, Memphis foi convocado para a Copa do Mundo e não teve a pausa para descansar e recuperar forças. Emendou compromissos sem o intervalo que o restante do elenco aproveitou.
Somou-se a isso o impasse na renovação contratual. O holandês só voltou aos treinos depois de assinar o novo contrato, no dia 18 de agosto, o que atrasou a retomada do ritmo de jogo. Ainda por cima, ele sentiu dores no tornozelo no clássico contra o Santos e precisou intensificar o tratamento para ficar à disposição.
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Os números de Memphis na temporada
Desde o retorno, Memphis entrou em campo em quatro partidas, sendo titular em duas, e deu uma assistência diante do Rosario Central, pela Libertadores. O detalhe que mais pesa é o jejum: o atacante não balança as redes desde março, uma sequência de seis meses sem gols com a camisa alvinegra.
No acumulado de 2026, os números ajudam a dimensionar o momento. Memphis soma um gol e duas assistências em 18 jogos pelo Corinthians. É pouco para o tamanho do jogador, e é justamente essa distância entre expectativa e entrega que mantém o holandês no centro das atenções da Fiel.
O que está em jogo na sequência do Timão?
O pano de fundo de toda essa discussão é o momento ruim no Brasileirão. A derrota para a Chape foi a quarta seguida na competição, sendo a terceira em casa, e deixou o Corinthians estagnado no meio da tabela, na 11ª colocação, com 32 pontos. O clima pede recuperação imediata.
E a chance de virar a chave chega rápido. O Timão visita o Estudiantes nesta quarta-feira (9), às 21h30, em La Plata, pelo jogo de ida das quartas da Libertadores. Na sequência, encara o Flamengo no Maracanã, no domingo (13), pelo Brasileirão. Dois testes de fogo para calar as cobranças em campo, que é onde a resposta realmente importa.
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