O momento fora de campo do Corinthians ganhou mais um capítulo complicado. Na terça-feira (21/07), o clube sofreu um novo transfer ban e chegou ao quarto impedimento para registrar jogadores na atual temporada.
A sanção foi aplicada pela Fifa e tem relação com uma dívida antiga, ligada à contratação do volante Charles.
Enquanto as restrições estiverem em vigor, o Timão fica proibido de inscrever novos atletas. Em uma janela que já era travada, o novo bloqueio aperta ainda mais o cerco. Vamos explicar de onde vem essa punição e o que ela representa.
De onde vem a punição por Charles?
O quarto transfer ban do Corinthians está ligado a uma dívida de 1,1 milhão de euros, cerca de R$ 6,3 milhões, com o Midtjylland, da Dinamarca, referente à contratação de Charles, anunciada em julho de 2024. A punição tem duração de três janelas de transferências.
O valor cobre a dívida principal e a penalidade contratual prevista para o caso de atraso, além de juros de 12% ao ano sobre os montantes em aberto. Somam-se a isso as despesas do processo na Fifa: multa de 60 mil dólares e custos de 25 mil dólares.
Entenda a negociação que gerou a dívida
A negociação foi firmada na gestão do ex-presidente Augusto Melo. Na ocasião, o Corinthians se comprometeu a pagar uma taxa fixa de transferência de 1,6 milhão de euros ao clube dinamarquês, dividida em três parcelas ao longo de 2024 e início de 2025.
As duas primeiras parcelas foram quitadas dentro do combinado, com um pequeno adiamento de um dia na primeira, aceito pelo Midtjylland. O problema surgiu na terceira e última parcela, de 800 mil euros, com vencimento em 15 de março de 2025, que não foi paga no prazo.
Diante da inadimplência, o Midtjylland notificou formalmente o clube, apresentou reclamação à Fifa em maio de 2025 e venceu a disputa em outubro. O Corinthians ainda recorreu à Corte Arbitral do Esporte, mas teve o recurso negado, o que abriu caminho para a punição confirmada agora.
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Quantos transfer bans o Corinthians tem hoje?
Ao todo, o Corinthians acumula três transfer bans aplicados pela Fifa e um pela CBF. O valor somado das quatro punições chega a pouco mais de R$ 23 milhões.
O primeiro bloqueio, de maio, teve relação com o pagamento ao Philadelphia Union pela contratação de José Martínez.
O segundo, de julho, decorreu de uma sanção disciplinar por descumprimento de decisões.
O terceiro, também de julho, foi aplicado pela CBF por atraso no pagamento à Câmara Nacional de Resolução de Disputas, e vale por seis meses.
O que isso muda para o clube?
O Corinthians abriu a atual janela de transferências sem poder registrar reforços, e o quarto ban fecha ainda mais esse cerco. Por mais que a diretoria busque alvos no mercado, nenhum nome pode ser inscrito enquanto as pendências não forem resolvidas.
A única exceção possível é Memphis Depay. Por se tratar da extensão de um vínculo já existente, uma eventual renovação do atacante não depende da liberação para registrar novos atletas.
Fora esse caso, o clube precisa quitar as dívidas para voltar a atuar normalmente no mercado, e a janela segue aberta até 11 de setembro.
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