O Corinthians colocou em prática, nesta segunda-feira (20), um plano para tentar equilibrar as contas e reduzir o impacto dos três transfer bans que travam o clube. A prioridade da diretoria, por enquanto, é colocar em dia os pagamentos ao elenco profissional antes de qualquer movimento para derrubar as punições.
Enquanto isso, o departamento de futebol já projeta os próximos passos para viabilizar reforços, como o atacante Wesley, um dos principais alvos de Fernando Diniz para o segundo semestre.
Elenco em dia é a prioridade número um
Dentro do clube, existe um entendimento claro: os salários e direitos de imagem do elenco vêm antes de qualquer esforço para resolver os transfer bans. A lógica é simples, manter a confiança do grupo é essencial para a sequência da temporada, especialmente após dois meses seguidos de atraso.
Foi justamente por priorizar o pagamento dos jogadores que o Corinthians deixou de quitar uma parcela de R$ 8 milhões referente ao acordo com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD. Essa decisão, tomada para viabilizar os salários de junho, acabou gerando o terceiro transfer ban do clube.
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O que já foi pago e o que ainda falta
Nesta segunda-feira, o Corinthians quitou os direitos de imagem referentes a junho, que estavam em atraso desde 20 de junho. A expectativa da diretoria é regularizar também a parcela de julho, com vencimento no mesmo dia 20, ao longo da próxima semana.
Os direitos de imagem representam a maior fatia da remuneração dos atletas, o que torna esse pagamento ainda mais sensível. Com os dois meses regularizados, o clube espera encerrar, ao menos por ora, as pendências diretas com o elenco.
Qual transfer ban o clube quer derrubar primeiro
Resolvido o problema com os salários, o plano da diretoria é atacar o transfer ban de menor valor entre os três ativos. Trata-se da multa disciplinar aplicada pela Fifa por descumprimento de acordos ligados às contratações de José Martínez e Charles, além do empréstimo de Talles Magno, que soma cerca de 200 mil dólares.
A escolha por começar pelo caso mais barato tem lógica financeira. Derrubar essa punição primeiro custa menos e já devolveria ao Corinthians parte da capacidade de registrar jogadores, mesmo com as outras duas sanções ainda pendentes.
De onde deve vir o dinheiro
Para viabilizar os pagamentos e o início da resolução dos transfer bans, o Corinthians aguarda o repasse de recursos do acordo de patrocínio com a Fatal Fans. Esse dinheiro é visto internamente como peça central da estratégia de curto prazo.
A dependência desse repasse mostra como o fôlego financeiro do clube segue apertado. Qualquer atraso nesse recebimento pode empurrar os prazos que a diretoria estabeleceu para colocar o elenco e os transfer bans em dia.
A dívida da Neo Química Arena também está na mesa
Além das pendências mais urgentes, o Corinthians negocia com a Caixa Econômica Federal alternativas para reduzir o débito da Neo Química Arena. Uma das ideias discutidas é usar recursos dos naming rights do estádio para amortizar parte do valor devido ao banco.
O clube também avalia ceder parte dos direitos econômicos de jogadores como forma de abater a dívida. Internamente, porém, a diretoria quer evitar que toda receita futura com vendas de atletas seja destinada automaticamente à Arena, o que limitaria o caixa disponível para o próprio elenco.
Por que isso importa para os reforços da janela
Destravar o transfer ban mais barato é visto como passo importante para avançar nas negociações por reforços. O caso mais adiantado é o de Wesley, revelado pelo próprio Corinthians e hoje no Al-Nassr, da Arábia Saudita, um dos nomes preferidos da comissão técnica.
Enquanto o plano financeiro avança, o clube também aguarda a resposta de Memphis Depay sobre a renovação de contrato, outro capítulo que depende diretamente da saúde financeira do Corinthians nesta reta da temporada.
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