O Corinthians abriu conversas com o Besiktas, da Turquia, pela venda de Breno Bidon, e a notícia caiu como uma bomba entre a Fiel. O meia de 21 anos, formado na base e um dos poucos nomes em alta no elenco, virou alvo do clube turco justamente na reta final da janela europeia, colocando a diretoria diante de uma decisão delicada.
Ninguém no Parque São Jorge queria vender Bidon agora. Mas a realidade financeira do clube fala mais alto, e é por isso que o assunto saiu do campo das especulações e entrou na mesa de negociação. Vamos entender o que está em jogo, quanto o Besiktas topa pagar e por que o tempo é o grande inimigo dessa história.
O que o Besiktas ofereceu por Breno Bidon?
O clube turco procurou o Corinthians no início da semana e sinalizou disposição de pagar entre 18 e 20 milhões de euros, algo entre R$ 106,5 milhões e R$ 118,5 milhões na cotação atual. Até o momento, porém, o Besiktas ainda não formalizou uma proposta oficial, apenas manifestou o interesse e abriu as conversas.
O Corinthians é dono de 90% dos direitos econômicos do jogador, o que significa que a maior parte de qualquer valor negociado entra no caixa alvinegro. A pedida inicial do clube, no entanto, era mais alta, e é aí que mora a negociação.
Por que o Corinthians pode reduzir a pedida?
Inicialmente, o Corinthians trabalhava com um valor de 30 milhões de euros, cerca de R$ 177 milhões, e chegou a barrar as primeiras sondagens que não chegavam perto disso. A postura firme, porém, começou a ceder diante de um problema maior: a necessidade urgente de gerar receita.
O clube estabeleceu no orçamento de 2026 uma meta de arrecadar aproximadamente R$ 150 milhões com a venda de atletas, e até agora não concretizou nenhuma negociação dentro desse planejamento. Com a frustração no negócio envolvendo André, a pressão para vender aumentou, e a tendência é que uma oferta na casa dos 20 milhões de euros seja aceita.
Por que a negociação é uma corrida contra o tempo?
A janela de transferências da Turquia se encerra na sexta-feira (4), e o prazo para o Besiktas inscrever jogadores na Liga Europa é ainda mais curto.
Para o Corinthians, o prazo apertado tem dois lados. Por um, limita o tempo para negociar melhores condições. Por outro, cria uma janela real de oportunidade para destravar a venda que o clube tanto precisa antes que o mercado europeu feche as portas.
Quem é Breno Bidon e por que ele é tão valioso?
Revelado nas categorias de base do Corinthians, Bidon chegou ao clube em 2019, aos 15 anos, e passou por todas as divisões de formação até se firmar no profissional. Foi o principal nome da Copinha de 2024, título que ajudou a projetar seu nome no cenário nacional.
Pelo time principal, o meia soma 143 jogos e conquistou três títulos: Paulistão e Copa do Brasil em 2025, além da Supercopa do Brasil em 2026. Bidon tem contrato até o fim de 2029 e, recentemente, obteve a cidadania italiana, um detalhe que pode facilitar futuras negociações com o mercado europeu, já que deixa de ocupar vaga de estrangeiro.
O que a saída de Bidon significaria para o time?
Ainda que seja importante para o departamento financeiro, a eventual venda de Bidon mexe dentro de campo no presente do Corinthians. O meia é considerado uma peça importante por Fernando Diniz, e sua saída abriria um espaço relevante no meio-campo em plena reta decisiva da temporada, com as quartas de final da Libertadores contra o Estudiantes no horizonte.
O dilema, portanto, é clássico no futebol: equilibrar a saúde financeira do clube com a força do elenco em campo. A diretoria aguarda a chegada de uma proposta oficial para bater o martelo, e a Fiel acompanha cada movimento com o coração apertado.
O CorinthiansOnline segue de olho na negociação e traz as atualizações sobre o futuro de Bidon assim que houver definição.
