O Corinthians recusou a primeira oferta do Nottingham Forest, avaliada em cerca de 12 milhões de euros, e devolveu uma contraproposta de 15 milhões de euros — mas o clube inglês não respondeu, e a venda acabou descartada nesta janela.
Atualização (02/09): o presidente Osmar Stabile confirmou que o Nottingham Forest não respondeu à contraproposta do Corinthians e que, com o encerramento da janela da Premier League, a transferência ao clube inglês não será mais realizada. Ainda assim, o dirigente deixou aberta a possibilidade de o volante ser negociado com outros mercados nas próximas semanas. Veja os detalhes mais recentes ao longo do texto.
O Nottingham Forest chegou a formalizar o interesse pelo volante André, do Corinthians, e a negociação foi um dos assuntos mais quentes do mercado da bola do Timão na virada de agosto para setembro.
Segundo o Daily Mail, o clube inglês chegou a sinalizar 13,6 milhões de libras, o equivalente a cerca de R$ 95 milhões, pelo jovem de 20 anos formado na base do clube.
Outros veículos apontaram números diferentes para a mesma negociação. O Torcedores falou em uma proposta que poderia chegar a R$ 120 milhões somando bônus por metas, enquanto o Fatopaulista citou R$ 111 milhões. O Corinthians manteve os valores em sigilo, então nunca houve um número oficial confirmado pelo clube.
O que aconteceu: por que a negociação travou
O Nottingham Forest não devolveu a última minuta contratual e não respondeu à contraproposta do Corinthians dentro do prazo da janela inglesa.
Segundo o presidente Osmar Stabile, em entrevista à Energia 97, a proposta inicial dos ingleses ficou abaixo de 15 milhões de euros, mais 3 milhões de euros em bônus por metas, enquanto o Timão buscava elevar o valor fixo da operação.
Com o fechamento da janela da Premier League em 1º de setembro e sem resposta do clube inglês, a diretoria corintiana passou a tratar o negócio com o Forest como encerrado nesta janela.
Um agravante pesou na leitura interna: segundo a imprensa britânica, o Nottingham Forest está próximo de contratar Gustavo Puerta, colombiano de 23 anos do Racing Santander, para a mesma posição — sinal, na avaliação da cúpula alvinegra, de que os ingleses poderiam mesmo desistir de André.
Por que o Nottingham Forest foi atrás de André?

O interesse do Forest não surgiu do nada. O clube da Premier League perdeu Elliot Anderson, um dos titulares do meio-campo, para o Manchester United em julho, e André entrou no radar como opção para ocupar justamente essa vaga em aberto.
O volante corintiano vive a melhor temporada da carreira: são 34 jogos, 5 gols e 2 assistências em 2026, números que chamaram atenção também fora do Brasil. Somando toda a passagem pelo profissional, já são 46 partidas, 7 gols e 2 assistências desde que subiu da base.
Como foi a negociação: proposta, contraproposta e impasse
Segundo apurado pelo Bolavip, o Corinthians recusou a primeira oferta do Nottingham Forest, avaliada em cerca de 12 milhões de euros, e devolveu uma contraproposta de 15 milhões de euros fixos, mais 5 milhões de euros por metas. Do lado inglês, chegou a haver a avaliação interna de subir a oferta para 14 milhões de euros fixos e mais 4 milhões em bônus — valor que, no entanto, nunca foi formalizado ao clube paulista.
O pacote discutido, no ponto mais avançado das conversas, girava em torno destes números:
Valor fixo: cerca de 13,6 milhões de libras (aproximadamente R$ 95 milhões)
Bônus por metas: o Corinthians pedia 5 milhões de euros; o Forest sinalizava apenas 3 milhões de euros
Mais-valia: o Timão queria 20% sobre o lucro de uma futura revenda do jogador
Foi exatamente nesse intervalo — entre o que o Corinthians pedia e o que o Forest se dispunha a pagar — que a negociação empacou. O clube inglês não devolveu a minuta final, e o prazo da janela venceu antes de qualquer acordo.
Corinthians ainda não decidiu vender
Apesar da proposta formalizada, o Corinthians não bateu o martelo sobre a saída do jogador. O clube detém 70% dos direitos econômicos de André, o que dá ao Timão o poder de decisão final sobre qualquer negócio. Os outros 30% pertencem ao próprio atleta.
Uma condição específica também entrou na mesa: a diretoria corintiana quer manter André no Parque São Jorge até o fim da temporada 2026, mesmo que o negócio com o Forest seja fechado antes. A ideia é não desfalcar o elenco em um momento decisivo do calendário, com o clube ainda disputando as quartas de final da Libertadores, diante do Estudiantes, da Argentina.
Corinthians detinha o poder de decisão
Ao longo de toda a novela, o Corinthians manteve o controle da situação. O clube detém 70% dos direitos econômicos de André, o que dava ao Timão o poder de decisão final sobre qualquer negócio. Os outros 30% pertencem ao próprio atleta.
Uma condição específica também esteve na mesa desde o início: a diretoria corintiana queria manter André no Parque São Jorge até o fim da temporada 2026, mesmo que o negócio com o Forest fosse fechado antes.
A ideia era não desfalcar o elenco em um momento decisivo do calendário, com o clube ainda disputando as quartas de final da Libertadores, diante do Estudiantes, da Argentina.
O Nottingham Forest, aliás, chegou a aceitar essa exigência, mas o valor seguiu sendo o obstáculo que travou tudo.
Venda para o Forest está descartada, mas André ainda pode sair
Com a janela inglesa encerrada, a transferência para o Nottingham Forest foi descartada. Isso, porém, não significa que André permanecerá no Corinthians até o fim do ano.
Stabile afirmou que o clube está disposto a analisar propostas de outros países cujos mercados ainda estão abertos, mantendo a possibilidade de uma venda imediata.
Entre os destinos possíveis, os prazos das janelas ainda ativas dão fôlego ao Timão:
Mercado | Fecha a janela em |
|---|---|
Holanda | 2 de setembro |
Turquia | 4 de setembro |
Ucrânia | 4 de setembro |
Rússia | 10 de setembro |
Portugal | 15 de setembro |
Arábia Saudita | até outubro |
A venda segue sendo tratada como prioridade pela diretoria por causa da situação financeira delicada do clube.
O Corinthians vinha tratando a saída de André como alternativa importante para reforçar o caixa e ajudar a resolver problemas como salários e os transfer bans que impedem a equipe de registrar novos jogadores.
A "ponte" com o Olympiacos, que rondou a negociação
Durante as conversas, chegou a aparecer a possibilidade de uma operação triangulada com o Olympiacos, da Grécia. Os dois clubes, Nottingham Forest e Olympiacos, pertencem ao mesmo dono, o empresário Evangelos Marinakis, o que abria espaço para um desenho de negócio menos convencional.
Nesse formato, André seguiria no Corinthians até dezembro e, em vez de ir direto para a Inglaterra, poderia passar pelo futebol grego até o fim da temporada europeia, em julho de 2027.
A janela grega segue aberta até 15 de setembro, o que, ao menos no papel, mantém esse caminho vivo por mais alguns dias, embora, com o negócio principal travado, a alternativa dependa de uma reaproximação entre as partes.
Não é a primeira vez que André chama atenção da Europa
Essa não foi a primeira investida estrangeira por André. O Milan já havia apresentado uma oferta pelo volante em fevereiro deste ano, avaliada em torno de 15 milhões de euros fixos (cerca de R$ 91 milhões na cotação da época), e o Corinthians recusou a proposta.
A diferença nesta temporada é o momento financeiro do clube. O Corinthians corre contra o tempo para arrecadar cerca de R$ 149 milhões (25 milhões de euros) em vendas antes do fim das principais janelas do calendário, o que aumentou o peso de uma oferta como a do Forest na balança e explica por que a diretoria ainda busca uma saída em outro mercado.
A lesão de André entra na conta
Um fator que também pesa no caso é a condição física do jogador. André se recupera de uma lesão muscular de grau 2 na coxa direita, sofrida no início de agosto, e já iniciou o trabalho com bola acompanhado pela fisioterapia, com retorno previsto para o início de setembro.
Como o planejamento sempre foi manter o volante no elenco por mais tempo, a lesão pesa menos sobre o calendário de uma eventual transferência do que pesaria em uma saída imediata. Ainda assim, a recuperação segue sendo acompanhada de perto, já que o Corinthians quer André à disposição de Diniz na reta decisiva da temporada.
O que vem a seguir?
O cenário atual é claro: a venda ao Nottingham Forest está descartada nesta janela, depois que o clube inglês não respondeu à contraproposta e o prazo da Premier League se encerrou.
A novela, porém, não morreu de vez, já que a diretoria mantém as portas abertas para propostas de mercados que ainda estão em atividade e trata a venda do volante como peça importante para aliviar o caixa.
Enquanto isso, André segue no Corinthians, em recuperação da lesão e no radar de Diniz para a sequência da temporada.
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