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Rivellino no Corinthians: como foi sua passagem pelo clube

Carolina Gomes

|Atualizado |5 min de leitura

A passagem de Rivellino pelo Corinthians é um dos capítulos mais marcantes da história do Timão. Entre 1965 e 1974, o camisa 10 viveu um período sem títulos estaduais, mas construiu uma relação de idolatria com a Fiel que atravessa gerações.

Neste texto, relembramos como o Reizinho do Parque chegou ao clube, os números que deixou em campo, os títulos conquistados e o motivo de ainda ser lembrado como um dos maiores camisas 10 da história do futebol brasileiro.

Como Rivellino chegou ao Corinthians

Roberto Rivellino passou por peneiras de outros clubes paulistas antes de ser aprovado no Corinthians, onde se formou nas categorias de base do Parque São Jorge. Aos 18 anos, já chamava a atenção da torcida que chegava mais cedo ao estádio só para vê-lo jogar pelo time de aspirantes.

A estreia profissional aconteceu em 1965, em amistoso contra o Náutico, com direito a gol na vitória por 3 a 0. Foi o primeiro sinal de que o Corinthians tinha em mãos um jogador diferente de tudo que o clube havia revelado até ali.

Números de Rivellino pelo Corinthians

Ao longo de nove temporadas, Rivellino disputou entre 474 e 475 partidas com a camisa alvinegra, um volume de jogos raro para um armador daquela geração. As estatísticas variam um pouco conforme a fonte, mas convergem para um retrospecto sólido.

O meia balançou as redes entre 141 e 144 vezes, incluindo 22 gols em clássicos, e manteve um aproveitamento próximo de 60% dos pontos disputados. Números expressivos para um jogador que atuava mais como organizador do que como artilheiro.

+ Leia mais: Goleadas do Corinthians em clássicos: os placares que a Fiel nunca esquece 

Títulos conquistados com a camisa do Corinthians

O período de Rivellino no clube coincidiu com a chamada fila do Campeonato Paulista, mas isso não impediu conquistas relevantes fora do estadual. O meia levantou o Torneio Rio–São Paulo em 1966, a Copa Cidade de Turim no mesmo ano, o Torneio do Povo em 1971 e o Torneio Laudo Natel em 1973.

Esses títulos ajudam a explicar por que o Corinthians seguia competitivo em âmbito nacional mesmo sem quebrar o jejum estadual. Para a torcida, porém, o que ficou marcado foi a entrega em campo, não apenas as taças na vitrine.

+ Confira também: História das camisas do Corinthians: do bege ao alvinegro 

O estilo de jogo que rendeu o apelido de Reizinho do Parque

Canhoto de técnica refinada, Rivellino ficou conhecido pela bomba de perna esquerda que batizou a "Patada Atômica", consagrada na Copa de 1970. No Corinthians, ele cadenciava o meio-campo, decidia bolas paradas e assumia a responsabilidade nos momentos mais difíceis.

Essa liderança dentro de campo, somada à identificação com a torcida, foi o que transformou Rivellino em ídolo mesmo em uma fase sem grandes conquistas estaduais. O apelido "Reizinho do Parque" resume bem essa relação entre jogador e Fiel.

Rivellino no Corinthians e a Seleção Brasileira

Enquanto vestia a camisa do Corinthians, Rivellino se firmou como titular absoluto da Seleção Brasileira. O ponto alto foi o tricampeonato mundial de 1970, no México, considerado por muitos a melhor seleção de todos os tempos.

Quatro anos depois, ainda como jogador do Timão, disputou a Copa de 1974, na qual o Brasil terminou em quarto lugar. Esse protagonismo internacional só reforçou o prestígio do meia dentro do Parque São Jorge.

Saída do Corinthians e a carreira depois do Timão

Em 1974, após a derrota na final do Campeonato Paulista para o Palmeiras, Rivellino foi negociado com o Fluminense. A passagem no Rio de Janeiro também rendeu status de ídolo, com títulos cariocas em 1975 e 1976.

Anos mais tarde, o meia encerrou a carreira no Al-Hilal, da Arábia Saudita. Em 2004, ainda teve uma breve experiência como diretor técnico do Corinthians, função que deixou após poucos meses no cargo.

O legado de Rivellino no Corinthians

Mesmo sem título paulista pelo clube, Rivellino segue como uma unanimidade entre os maiores ídolos da história corintiana. Seu nome aparece com frequência em listas dos maiores camisas 10 do futebol brasileiro, ao lado de referências de outras gerações.

O Corinthians eternizou essa história com um busto no Parque São Jorge, inaugurado em 2014, além de homenagens da CBF ao longo dos anos. Para a Fiel, Rivellino segue sendo sinônimo de talento, identidade e paixão pelo clube.

Perguntas frequentes sobre Rivellino no Corinthians

Em que período Rivellino jogou no Corinthians?

Rivellino defendeu o Corinthians entre 1965 e 1974, quando foi negociado com o Fluminense.

Quantos gols Rivellino marcou pelo Corinthians?

As estatísticas variam entre 141 e 144 gols, em cerca de 474 a 475 partidas disputadas.

Rivellino foi campeão paulista pelo Corinthians?

Não. Sua passagem coincidiu com o jejum estadual do clube, mas ele conquistou torneios como o Rio–São Paulo, o Torneio do Povo e o Torneio Laudo Natel.

Por que Rivellino é chamado de Reizinho do Parque?

O apelido nasceu da identificação do meia com o Parque São Jorge e da liderança técnica que exercia dentro de campo.

Rivellino voltou a trabalhar no Corinthians depois de aposentado?

Sim. Em 2004 ele foi diretor técnico do clube, mas ficou apenas alguns meses na função.

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CG

Carolina Gomes

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