Montagem com três ídolos do Corinthians em destaque: o goleiro Cássio à esquerda, Sócrates ao centro com o braço erguido e Marcelinho Carioca à direita fazendo gesto de silêncio, em cenário escuro de estádio com fumaça e elementos em preto e branco.
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Ídolos do Corinthians que os rivais fingem que esqueceram

Francielle Carvalho

|8 min de leitura

Todo torcedor de Palmeiras e São Paulo já fez isso pelo menos uma vez: torceu o nariz quando o assunto são os ídolos do Corinthians, soltou um "esse aí não era tudo isso" e mudou de assunto. Só que o histórico não some porque o vizinho prefere não olhar. 

Existe uma lista de jogadores que carimbaram o nome na arquibancada alvinegra justamente fazendo a vida do rival virar um inferno.

Neste texto, a gente reúne os ídolos do Corinthians que mais incomodam quem está do outro lado da rivalidade. 

Alguns são lendas reconhecidas até por quem detesta o Timão. Outros são aqueles nomes que o adversário insiste em diminuir, mas que toda vez que reaparecem em uma conversa de bar provocam um silêncio incômodo.

Pegue um café, porque tem nome que dói lembrar.

Por que alguns ídolos do Corinthians incomodam tanto os rivais?

Montagem com três ídolos do Corinthians em destaque: o goleiro Cássio à esquerda, Sócrates ao centro com o braço erguido e Marcelinho Carioca à direita fazendo gesto de silêncio, em cenário escuro de estádio com fumaça e elementos em preto e branco.

Ser ídolo de um clube grande é uma coisa. Ser ídolo construído em cima do sofrimento alheio é outro patamar. No futebol, a memória da torcida funciona assim: o jogador que decide clássico ganha um lugar especial, e o adversário ganha um trauma de brinde. É por isso que certos ídolos do Corinthians ocupam tanto espaço na cabeça de quem torce contra.

A rivalidade paulista é uma das mais quentes do país, e ela tem um detalhe cruel para quem perde. Quanto mais importante o gol ou a defesa, mais o nome do responsável fica gravado. 

Não adianta o rival tentar reescrever a história, porque os números, as datas e os vídeos continuam ali, prontos para serem revisitados sempre que a provocação aparece.

Romarinho, o carrasco que o Palmeiras tenta esquecer

Poucos nomes ilustram tão bem a ideia de um "ídolo que o rival finge que não viu" quanto Romarinho

O atacante chegou ao Corinthians em 2012, vindo do Bragantino, sem grande estrelato e com a missão de ser opção no banco. Mas o que aconteceu depois entrou para o folclore alvinegro e para o pesadelo alviverde.

Logo no início de sua passagem, em 24 de junho de 2012, pela sexta rodada do Brasileirão, Romarinho entrou em campo com um time recheado de reservas e virou o clássico contra o Palmeiras. 

Marcou os dois gols da vitória por 2 a 1, de virada, e ainda fez o adversário continuar afundado na parte de baixo da tabela. Um desconhecido decidindo um Dérbi não é o tipo de história que o rival gosta de repetir.

E não parou ali: poucos dias depois daquela exibição, Romarinho marcou o gol de empate em pleno La Bombonera, na primeira final da Libertadores de 2012 contra o Boca Juniors. 

Em uma semana, o atacante saiu do anonimato para carregar duas cenas que entraram de vez na memória corintiana. O Palmeiras pode até tentar minimizar, mas a fama de carrasco veio do gramado, e não da torcida.

+ História de Corinthians x Palmeiras: tudo sobre o Derby Paulista

Cássio, a muralha que calou os dois rivais

Se tem um ídolo do Corinthians que reúne admiração e ranço em doses iguais, esse é Cássio. O maior goleiro do Timão defendeu o clube de 2012 a 2024 e encerrou a passagem com 712 jogos, número que o coloca entre os atletas que mais vestiram a camisa alvinegra na história. 

Doze anos no mesmo clube, em uma era de troca-troca, já dizem muito sobre o tamanho do personagem.

A glória de Cássio começou no ano da chegada: ele foi peça central na conquista inédita e invicta da Libertadores de 2012, com defesas decisivas no caminho, e fechou o ano sendo eleito o melhor jogador da final do Mundial de Clubes, contra o Chelsea. 

Os próprios ingleses reconheceram que o goleiro foi o grande responsável pela vitória corintiana por 1 a 0. 

Mas o que mais machuca o vizinho é um detalhe específico: Cássio se tornou o maior pegador de pênaltis da história do Corinthians, com 32 cobranças defendidas, e teve São Paulo e Palmeiras entre suas vítimas preferidas em decisões por pênaltis. 

Some a isso o título de maior campeão da história do clube, com nove taças, e fica fácil entender por que o rival prefere desviar do assunto.

Relembre as grandes defesas de Cássio no Mundial de 2012: 

+ História de Corinthians x São Paulo: tudo sobre o Majestoso

Os ídolos do Corinthians que os rivais respeitam

Existe uma categoria à parte: a dos ídolos do Corinthians tão grandes que até o adversário mais raivoso baixa a cabeça e reconhece. São nomes que ultrapassaram a fronteira da rivalidade e viraram patrimônio do futebol brasileiro. 

Aqui o ranço perde a força, porque negar a grandeza desses jogadores seria negar a própria história do esporte.

Nessa lista entram craques que marcaram época não só pelo Timão, mas pela Seleção e pelo futebol nacional como um todo. São jogadores que viraram referência técnica, de liderança ou de identidade, e que aparecem em qualquer conversa séria sobre as maiores lendas do país.

Sócrates, o Doutor da Democracia Corintiana

Sócrates é daqueles nomes que silenciam qualquer mesa. Atuou no Corinthians entre 1978 e 1984, liderou o movimento da Democracia Corintiana e uniu futebol de altíssimo nível a uma postura política que marcou uma geração. 

Foi capitão da Seleção Brasileira e um dos cérebros do meio-campo mais admirado da história do país. O respeito a Sócrates vem do conjunto da obra. Afinal, ele não foi apenas um meia genial de passes precisos e calcanhares improváveis, mas um símbolo de uma época. 

Mesmo quem torce contra o Timão costuma tratar o Doutor com reverência, porque diminuí-lo seria diminuir o próprio futebol brasileiro.

Rivellino, o Reizinho do Parque

Rivellino brilhou pelo Corinthians nos anos 1960 e 1970 e ficou eternizado pela qualidade técnica, mesmo sem ter conquistado os grandes títulos que o talento merecia. 

O apelido de Reizinho do Parque diz tudo sobre o carinho que a torcida tinha pelo camisa 10 e sobre o nível de futebol que ele entregava em campo.

A grandeza de Rivellino é reconhecida muito além do Parque São Jorge. Campeão do mundo com a Seleção em 1970, ele já afirmou que trocaria conquistas para ter levantado mais taças com o Timão. 

Esse tipo de declaração, vinda de um craque desse calibre, explica por que o nome dele é respeitado até pelos rivais.

+ Jogador do Corinthians com melhor desempenho em Copa do Mundo

Marcelinho Carioca, o Pé de Anjo

Marcelinho Carioca é um capítulo à parte na lista dos ídolos do Corinthians. Conhecido como Pé de Anjo pela precisão nas bolas paradas, ele chegou ao clube em 1993 e construiu uma trajetória recheada de gols decisivos e títulos importantes, incluindo o Mundial de 2000.

O que torna Marcelinho inesquecível é a combinação de números e momentos. Foram dez títulos pelo Timão e centenas de gols, muitos deles em faltas que pareciam ensaiadas. 

Ele era o tipo de jogador que resolvia o clássico com um único toque, e isso garante o respeito até de quem preferia vê-lo longe do gramado.

Por que a memória do rival é seletiva?

A história do futebol é cheia de revisionismo de arquibancada. Quando o ídolo é do próprio clube, a memória vira filme em alta definição. Quando o ídolo é do rival, a tendência é apagar, relativizar ou inventar um asterisco. 

Com os ídolos do Corinthians não é diferente, e talvez seja por isso que a provocação sempre funciona.

O ponto é simples: gol marcado não desmarca, defesa feita não se desfaz e título conquistado fica registrado para sempre. O rival pode escolher não falar sobre Romarinho, sobre as penalidades defendidas por Cássio ou sobre a soberania de certos nomes alvinegros, mas a história não pede licença para a torcida adversária: ela só acontece.

Perguntas frequentes

Quem são os maiores ídolos do Corinthians?

Entre os maiores ídolos do Corinthians estão nomes como Sócrates, Rivellino, Marcelinho Carioca e Cássio, além de craques como Neto, Casagrande e Ronaldo, o Fenômeno. A lista varia conforme a geração do torcedor, mas todos eles têm em comum o peso histórico e a identificação com a Fiel.

Por que Romarinho é chamado de carrasco do Palmeiras?

Romarinho ganhou esse apelido por decidir clássicos contra o alviverde. O caso mais lembrado é a virada por 2 a 1 no Brasileirão de 2012, quando ele entrou com um time reserva e marcou os dois gols da vitória corintiana, ajudando a construir sua fama de algoz do rival.

Quantos títulos Cássio conquistou pelo Corinthians?

Cássio conquistou nove títulos pelo Corinthians, o que faz dele o maior campeão da história do clube. Entre as taças estão a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012, além de Brasileirões, Paulistões e a Recopa Sul-Americana.

Qual ídolo do Corinthians é mais respeitado pelos rivais?

Sócrates costuma ser apontado como o ídolo do Corinthians mais respeitado até pelos rivais. Sua importância como líder da Democracia Corintiana, capitão da Seleção e símbolo de uma geração faz com que sua grandeza seja reconhecida muito além da rivalidade paulista.

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Francielle Carvalho

Jornalista especializada em esportes e iGaming | Escreve sobre apostas esportivas, futebol, estatísticas e performance de equipes e atletas. Francielle ....

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