A Libertadores de 2012 é um dos capítulos mais emblemáticos da história do Corinthians. Não foi só o primeiro título do clube na competição: foi uma conquista invicta, construída com consistência defensiva, maturidade competitiva e decisões em momentos-chave — do empate dramático na estreia até a noite perfeita no Pacaembu. O próprio Corinthians registra a taça como “campeão invicto” daquele ano.
Fase de grupos: do susto inicial à liderança
O Timão caiu em um grupo com Deportivo Táchira (VEN), Nacional (PAR) e Cruz Azul (MEX). A estreia teve cara de Libertadores: pressão, jogo amarrado e empate fora de casa por 1–1. A partir daí, o Corinthians cresceu, venceu em casa e foi acumulando pontos com uma combinação de vitórias e empates que levou a equipe à primeira colocação da chave.
Resultados do Corinthians na fase de grupos (2012):
Deportivo Táchira 1–1 Corinthians
Corinthians 2–0 Nacional
Cruz Azul 0–0 Corinthians
Corinthians 1–0 Cruz Azul
Nacional 1–3 Corinthians
Corinthians 6–0 Deportivo Táchira
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Mata-mata: casca, detalhe e classificação no limite
No mata-mata, a campanha ganhou ainda mais peso. Nas oitavas, o Corinthians enfrentou o Emelec e decidiu em casa com autoridade. Nas quartas, teve um confronto de xadrez contra o Vasco, com classificação no detalhe. Já na semifinal, o clássico contra o Santos colocou frente a frente dois elencos fortes — e o Timão passou com jogo grande, controle emocional e eficiência.
Resultados do Corinthians no mata-mata (2012):
Emelec 0–0 Corinthians | Corinthians 3–0 Emelec
Vasco 0–0 Corinthians | Corinthians 1–0 Vasco
Santos 0–1 Corinthians | Corinthians 1–1 Santos
Final contra o Boca: empate na Bombonera e título no Pacaembu
A decisão foi contra o Boca Juniors, em dois jogos. Na ida, na Bombonera, o Corinthians buscou um empate por 1–1, mantendo a invencibilidade viva. Na volta, no Pacaembu, o Timão venceu por 2–0 e levantou a taça pela primeira vez — de forma invicta, como lembram reportagens de aniversário do título.
Números que explicam o tamanho do feito
A campanha terminou sem derrotas, com 14 jogos no total. Em materiais de retrospectiva, a marca mais citada é de 8 vitórias e 6 empates, um desenho que combina com o “modo Libertadores” daquele Corinthians: vencer quando precisava e não se desorganizar quando o jogo pedia sobrevivência.
