O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, tornou-se réu depois que a Justiça de São Paulo aceitou uma denúncia do Ministério Público relacionada ao desaparecimento de materiais esportivos da Nike, fornecedora de material do clube. O caso segue agora em tramitação na esfera judicial.
A movimentação mais recente do processo envolveu um pedido para afastar o promotor responsável pelo caso, negado pela Justiça, o que gerou repercussão nos bastidores do Parque São Jorge.
O que motivou o processo
O caso tem origem na apuração de um suposto desaparecimento de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao Corinthians. A partir da denúncia apresentada pelo Ministério Público, a Justiça de São Paulo decidiu aceitar a ação, o que tornou Armando Mendonça réu no processo.
A partir desse ponto, o caso passou a ser acompanhado de perto pela torcida e pela imprensa especializada, dado o cargo ocupado pelo dirigente na atual gestão do clube.
O pedido de afastamento do promotor

Durante a tramitação, a defesa de Mendonça pediu o afastamento voluntário do promotor Conserino, com argumento de suspeição ligado ao fato de o promotor torcer para o Corinthians. O pedido, no entanto, foi rejeitado.
Em resposta, o próprio promotor se manifestou publicamente, rebatendo a tese de suspeição e questionando o critério usado pela defesa para associar o time de coração de um profissional do direito à condução de um processo judicial.
O que diz o promotor
Conserino argumentou que torcer por um clube não interfere na condução de um processo e comparou a lógica do pedido a outras situações hipotéticas, nas quais preferências pessoais de um profissional poderiam ser usadas indevidamente para questionar decisões técnicas.
Com a rejeição do pedido de afastamento, o caso segue sob análise da Justiça, e a defesa de Mendonça ainda pode levar a discussão a uma instância superior, caso opte por recorrer da decisão.
O que vem a seguir
Por ora, o processo segue seu trâmite normal na Justiça, sem uma data definida para os próximos passos. O Corinthians não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento desta publicação.
A situação chega em um período delicado para a gestão do clube, que também lida com dificuldades financeiras e transfer bans no departamento de futebol, mas trata-se de um processo distinto, restrito à esfera jurídica envolvendo o dirigente.
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