O Corinthians pode ganhar um “plano B” de peso no ataque: Memphis mais centralizado, como centroavante, função que ele também já exerce na seleção holandesa. A ideia foi confirmada por Dorival Júnior após o empate com o Cruzeiro, quando o técnico deixou claro que enxerga o camisa 10 como alternativa para a vaga de Yuri Alberto, fora por lesão.
Segundo Dorival, o raciocínio é simples: com Yuri ainda precisando de semanas para voltar, o Corinthians pode aproveitar o perfil de Memphis como finalizador e referência mais adiantada — “definidor nato”, nas palavras do treinador — alternando o sistema com um ou dois atacantes, dependendo do jogo.
O que muda com Memphis por dentro
Na prática, a mudança abre dois caminhos para o Timão:
Mais presença de área: Memphis vira alvo para cruzamentos, segundas bolas e infiltrações.
Mais espaço para os meias: com ele prendendo zagueiros, cresce a chance de chegadas de trás e combinações por dentro.
Pressão na saída adversária: um 9 mais móvel pode iniciar a marcação e “puxar” o bloco pra frente em momentos do jogo.
Por que essa ideia aparece agora
Além da ausência de Yuri, pesa o contexto físico do próprio Memphis. O holandês perdeu os primeiros jogos de 2026 tratando um edema ósseo no joelho e fazendo reequilíbrio muscular, e o Corinthians mantém controle de carga e uma rotina de monitoramento para que ele chegue melhor fisicamente nas próximas semanas.
Mesmo ainda buscando “o melhor Memphis” em 2026, Dorival entende que a nova função pode ser um atalho para acelerar a influência do camisa 10 no jogo: menos deslocamentos longos e mais ações decisivas perto do gol.
Próximo teste no Paulistão
O tema ganha força porque o Corinthians volta a campo no sábado (28/02), às 20h30, contra o Novorizontino, pela semifinal do Campeonato Paulista — cenário perfeito para ajustes e variações ofensivas.
