O Corinthians iniciou a temporada de 2026 com uma postura bem diferente no mercado da bola. Após enfrentar fortes restrições financeiras e sofrer um transfer ban em 2025, o clube já fechou seis reforços nesta janela de transferências, adotando uma estratégia agressiva, mas com baixo impacto financeiro.
Apesar do alto número de contratações, o Timão tem priorizado negociações sem custos de aquisição, em meio a uma crise financeira que envolve uma dívida estimada em R$ 2,8 bilhões. A política do departamento de futebol tem sido buscar atletas livres no mercado ou acordos de empréstimo dentro do teto estipulado pela diretoria.
Seis reforços e foco em oportunidades de mercado
Dos seis nomes acertados até o momento, quatro estavam livres no mercado, enquanto os outros dois chegaram por empréstimo. A estratégia contrasta com o cenário vivido em 2025, quando o clube fez apenas duas contratações ao longo de todo o ano.
O Corinthians já anunciou oficialmente:
Gabriel Paulista, zagueiro, com contrato até o fim de 2027, sem custos de aquisição;
Matheus Pereira, emprestado até o fim de 2026, com investimento de R$ 1,8 milhão e salários pagos por Ryan ao Fortaleza;
Pedro Milans, lateral-direito, com vínculo de quatro anos, sem custos;
Kaio César, atacante, emprestado até o fim de 2026, com opção de compra fixada em 6 milhões de euros.
Além dos anúncios, o clube encaminhou:
o retorno do lateral-esquerdo Fabrizio Angileri, com contrato até o fim de 2026, sem custos;
a chegada do meia Zakaria Labyad, também com vínculo até o fim de 2026 e sem taxa de transferência.
Mudança de postura após transfer ban
Em 2025, a situação foi bem diferente. Sem recursos, o Corinthians teve uma janela extremamente limitada. No início da temporada, trouxe apenas Angileri. Já em agosto, contratou o atacante Vitinho, pouco antes de sofrer o transfer ban, que impediu o clube de registrar novos jogadores por cinco meses.
A punição só foi derrubada no início de 2026, abrindo caminho para a atual janela mais movimentada, ainda que marcada por cautela financeira.
Planejamento esportivo com responsabilidade financeira
Mesmo diante das dificuldades econômicas, o Corinthians tenta equilibrar competitividade esportiva e responsabilidade financeira. A atual janela mostra uma mudança clara de estratégia: quantidade, baixo custo e contratos de curto e médio prazo, evitando novos passivos.
A expectativa interna é que os reforços ajudem a dar mais opções ao elenco ao longo da temporada, sem comprometer ainda mais o orçamento do clube.
