Yuri Alberto, do Corinthians, durante a partida entre Fluminense e Corinthians, válida pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, no Estádio do Maracanã, durante uma partida noturna no Rio de Janeiro, Brasil.
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Corinthians sem Yuri Alberto: quem Diniz tem para o falso 9 contra o Inter

Crédito editorial: Celso Pupo / Shutterstock.com

Raissa Palma

|Atualizado |4 min de leitura

O Corinthians vai decidir a vaga nas quartas da Copa do Brasil sem sua principal referência de ataque. Yuri Alberto está fora dos próximos jogos devido a uma lesão muscular, e a pergunta que a Fiel faz é direta: quem Diniz coloca na frente para buscar a virada contra o Internacional em Itaquera?

A resposta não é simples, e é justamente por isso que ela merece atenção. Depois da derrota por 2 a 0 no Beira-Rio, o Timão precisa vencer por três gols de diferença na quinta-feira (6), às 20h, na Neo Química Arena, para avançar direto. Um triunfo por dois gols leva a decisão para os pênaltis. E tudo isso terá de acontecer sem o camisa 9.

Qual é a lesão de Yuri Alberto e por quanto tempo ele fica fora?

Yuri Alberto sofreu uma lesão de grau 2 na coxa direita no empate por 0 a 0 com o Athletico-PR, pelo Brasileirão. O tratamento será conservador, sem necessidade de cirurgia, mas o clube já descartou o atacante para os dois confrontos das oitavas contra o Internacional.

A meta do departamento de saúde e performance é outra: deixar o camisa 9 à disposição na Libertadores. O Corinthians encara o Rosario Central nos dias 13 e 20 de agosto, e a presença de Yuri na ida, na Argentina, ainda é considerada incerta. Lesões musculares desse tipo costumam exigir de três a seis semanas de recuperação, o que explica a cautela.

Quem Diniz tem para substituir Yuri Alberto?

Sem Yuri, a comissão técnica trabalha com um ataque montado por peças de perfil diferente do titular. O nome mais cotado para atuar como falso 9 é Jesse Lingard, que vive um jejum de gols e vê na sequência uma chance de deslanchar. Gui Negão e Pedro Raul completam a lista de opções para o setor.

Cada alternativa carrega uma dúvida:

  • Lingard oferece mobilidade e associação, mas não é um centroavante de área;

  • Gui Negão ganhou a vaga entre os titulares na ida, depois de meses afastado, e ainda não convenceu plenamente a comissão;

  • Pedro Raul segue sem espaço no esquema de Diniz.

É um mosaico de possibilidades sem uma referência fixa de gol.

Como o Corinthians foi escalado na ida sem o camisa 9?

No Beira-Rio, Diniz apostou em Gui Negão como titular, apoiado por Garro na criação e Matheus Bidu recuperado no lado esquerdo. O time teve mais posse de bola durante boa parte do jogo, mas esbarrou na velha dificuldade de transformar controle em chances claras.

A leitura do próprio jogo ajuda a entender o desafio da volta. Com domínio territorial e pouca profundidade, o Corinthians rendeu pouco no último terço e viu o Internacional ser mais eficiente na hora de finalizar. Sem um homem de área para fixar a defesa adversária, o ataque perdeu peso justamente quando mais precisava.

Além de Yuri, quem mais está no departamento médico?

O problema do ataque não é o único que Diniz precisa administrar. O elenco chega à decisão com uma lista considerável de desfalques, o que reduz o leque de escolhas em praticamente todos os setores do campo.

Entre os ausentes por questões físicas aparecem Zakaria Labyad, que sofreu lesão grave no joelho e não joga mais em 2026, além de Vitinho e Kayke, ambos em recuperação de cirurgias.

O lateral Hugo Farias segue em transição física e o volante Alex Santana também trata um problema. A boa notícia recente foi o retorno de Matheus Bidu, recuperado de dores no púbis.

O que esperar do ataque corintiano na volta?

A missão é clara e ao mesmo tempo ingrata: marcar pelo menos três gols contra um Internacional que soube se defender e explorar os contra-ataques na ida. Fazer isso sem Yuri Alberto exige que alguém do setor ofensivo assuma o protagonismo que o camisa 9 costuma exercer.

O caminho mais provável passa por um Corinthians ainda mais ofensivo em casa, empurrado pela pressão da Neo Química Arena. Diniz manteve o discurso de que é preciso acreditar na virada, mas o roteiro depende de eficiência, uma palavra que faltou ao time nos últimos jogos.

A Fiel vai à Itaquera esperando ver quem veste a camisa de referência que hoje está vaga.

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RP

Raissa Palma

Profissional de comunicação com mais de 12 anos de experiência em jornalismo e gestão de conteúdo. Atua como Content Manager, ....

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