O Corinthians repudia racismo contra Hugo Souza depois que o goleiro foi alvo de ofensas da torcida do Rosario Central, nesta quinta-feira (13), na ida das oitavas de final da Libertadores. Em nota oficial, o clube classificou o episódio como revoltante e afirmou que vai cobrar uma investigação para identificar e punir os responsáveis.
O caso aconteceu durante o empate sem gols no Gigante de Arroyito, em Rosario, na Argentina. Mais uma vez, um jogo do Timão na competição continental foi marcado por um episódio de discriminação nas arquibancadas.

Como Hugo Souza foi vítima de racismo
Segundo o relato do próprio goleiro, os insultos racistas partiram da torcida do Rosario Central e se repetiram em diferentes momentos da partida. Hugo Souza afirmou que ouviu os xingamentos praticamente durante todo o confronto, mas priorizou seguir concentrado em campo.
Por volta dos 20 minutos do segundo tempo, o arqueiro decidiu agir. Ele relatou o ocorrido ao árbitro uruguaio Andrés Matonte, que acionou o protocolo antirracista da Fifa, vigente desde maio de 2024 e disponível a qualquer jogador que sofra ofensa discriminatória em campo.
O que diz a nota oficial do Corinthians
O clube publicou um comunicado logo após a partida, repudiando o episódio de forma direta e sem meias palavras. O texto reforça que o Corinthians vai acompanhar o caso de perto até que haja uma resposta das autoridades competentes.
Na nota, o Timão afirma que "repudia veementemente e lamenta mais um episódio de racismo no futebol" e classifica as cenas como algo que "não representa o que é o futebol". O clube também confirma que vai cobrar uma investigação que resulte na identificação e na punição apropriada dos torcedores envolvidos.

O protocolo antirracismo em ação
Depois do relato de Hugo Souza ao árbitro, o delegado da partida foi comunicado sobre o ocorrido. Na sequência, o locutor do estádio chegou a pedir que a torcida do Rosario Central interrompesse os cânticos discriminatórios.
Esse tipo de protocolo existe justamente para dar ao atleta um canal imediato de denúncia dentro de campo, sem depender apenas de medidas tomadas depois do apito final. No caso de Hugo Souza, a ativação aconteceu ainda durante o segundo tempo, com o jogo em andamento.
Não é a primeira vez nesta Libertadores
O episódio em Rosario não é um caso isolado envolvendo o Corinthians na atual edição da Libertadores. Em maio, o clube já havia denunciado ofensas por parte da torcida do Independiente Santa Fe, da Colômbia, durante um jogo pela fase de grupos em Bogotá.
A repetição dos casos reforça a cobrança de clubes brasileiros por mais rigor das entidades sul-americanas no combate à discriminação nos estádios. A própria Conmebol lançou recentemente um manual voltado à identificação e prevenção de condutas discriminatórias no futebol da região.
Resultado em campo e o jogo da volta
Mesmo afetado pelo episódio e jogando com um a menos após a expulsão de Allan nos minutos finais, o Corinthians segurou o 0 a 0 contra o Rosario Central. O resultado manteve a decisão da vaga nas quartas de final em aberto.
O confronto de volta está marcado para o dia 20 de agosto, quinta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena. Para avançar, o Corinthians precisa apenas vencer o Rosario Central em Itaquera; um novo empate levaria a classificação para os pênaltis.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com Hugo Souza no jogo contra o Rosario Central?
O goleiro foi alvo de ofensas racistas da torcida argentina durante a partida de ida das oitavas de final da Libertadores, disputada no Gigante de Arroyito.
Como o Corinthians reagiu ao episódio?
O clube publicou uma nota oficial repudiando o caso e afirmando que vai cobrar uma investigação para identificar e punir os torcedores responsáveis.
Quando é o jogo da volta entre Corinthians e Rosario Central?
A partida decisiva acontece no dia 20 de agosto, quinta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena, em São Paulo.
