Arthur Melo, da Juventus FC, durante uma partida de futebol em Turim, na Itália, em 2022.
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Arthur Melo no Corinthians? Entenda a estratégia para caber no orçamento

Foto: Hellraiser Photo Agency / Alamy Live News

Francielle Carvalho

|Atualizado |4 min de leitura

O Corinthians quer Arthur Melo, mas a conta ainda não fecha. O volante virou o principal alvo do Timão para o meio-campo nesta janela, só que a negociação esbarra em valores altos, no transfer ban e na necessidade de vender antes de comprar.

Diante desse cenário, a diretoria montou uma estratégia para tentar viabilizar o negócio sem estourar o caixa. Nós explicamos aqui como o Corinthians pretende convencer Arthur, o que ainda trava a contratação e por que o nome de Breno Bidon entra nessa história.

Por que o Corinthians quer Arthur Melo?

Arthur Melo, da Juventus FC, durante uma partida de futebol em Turim, na Itália, em 2022.
Foto: Hellraiser Photo Agency / Alamy Live News

Arthur Melo no Corinthians é um pedido direto de Fernando Diniz. O treinador admira o perfil do volante de 29 anos, valorizando a capacidade de construção, a experiência e a qualidade na saída de bola, características que combinam com o futebol de posse que ele prega.

O executivo Marcelo Paz confirmou o interesse em entrevista e não escondeu a admiração da comissão pelo jogador. Segundo o dirigente, Arthur é o tipo de peça que "somaria muito" ao elenco, o que explica por que o clube insiste no nome mesmo diante das dificuldades financeiras.

A estratégia do contrato longo com salário menor

A tática do Corinthians para tentar caber no orçamento passa por um contrato longo com salário abaixo da pedida inicial. A ideia é diluir o custo ao longo de mais tempo de vínculo, reduzindo o peso mensal que hoje inviabiliza o acerto.

O desafio é grande. De acordo com apuração dos canais ESPN, Arthur quer cerca de R$ 100 milhões entre salários e luvas por um contrato de dois anos e meio, até dezembro de 2028.

Na prática, o volante busca entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões por mês, com o restante em prêmio de assinatura diluído no vínculo.

+Transfer ban e crise financeira ameaçam a janela de julho do Corinthians

Empréstimo com opção de compra: o modelo que o Timão estuda

Para reduzir o risco, o Corinthians aposta em um modelo de empréstimo em vez de uma compra definitiva. Arthur pertence à Juventus, com contrato até 2027, mas não deve ter espaço no elenco de Luciano Spalletti, o que abre caminho para a saída.

A alternativa vista como mais viável é um empréstimo com possibilidade de obrigatoriedade de compra atrelada a metas. Assim, o Timão evita desembolsar valores de transferência agora, algo alinhado à política recente do clube de contratar sem transfer fee e sem "botar combustível na dívida", como definiu Marcelo Paz.

Os transfer bans que travam a janela

Antes de registrar qualquer reforço, o Corinthians precisa resolver não uma, mas duas punições ativas no sistema da Fifa. A primeira começou em 21 de maio de 2026, ligada à dívida com o Philadelphia Union pela compra de José Martínez, e foi fixada por três períodos de registro.

A segunda veio em 13 de julho e agravou o cenário às vésperas da janela. Esse novo transfer ban foi motivado pelo não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,15 milhão), que reúne os casos de Martínez, Charles e Talles Magno.

A diretoria admitiu ter priorizado os salários do elenco em vez de quitar essa multa, e a nova sanção aparece no sistema como válida por tempo indeterminado, até que seja retirada.

Captura de tela da página da FIFA Registration Ban List, exibindo dois transfer bans ativos do Corinthians em julho.
Foto: Reprodução / FIFA Registration Ban List

A ligação com a possível saída de Breno Bidon

A chegada de Arthur está conectada a uma eventual saída de Breno Bidon. O jovem meio-campista é um dos ativos mais valorizados do elenco e aparece entre os nomes mais cotados para render uma venda importante nesta janela.

O raciocínio da diretoria é que o Corinthians precisa fazer caixa para atingir a meta orçamentária de vendas prevista para a temporada, estimada em cerca de R$ 150 milhões. Arthur é visto como a prioridade máxima para ocupar o espaço caso Bidon seja negociado.

O que ainda falta para o negócio andar?

O caso Arthur depende de uma soma de fatores que precisam se encaixar ao mesmo tempo. É necessário reduzir a pedida do jogador, concluir a retirada do transfer ban e concretizar uma venda que gere receita para bancar a operação.

Enquanto essas peças não se juntam, o Corinthians mantém as conversas em ritmo de negociação, sem acordo fechado. O torcedor deve encarar o momento como interesse forte e tratativas ativas, e não como contratação certa, já que qualquer avanço passa pelo lado financeiro.

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Francielle Carvalho

Jornalista especializada em esportes e iGaming | Escreve sobre apostas esportivas, futebol, estatísticas e performance de equipes e atletas. Francielle ....

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