Montagem editorial em formato horizontal mostrando Rivellino, Craque Neto e Carlos Tévez com a camisa do Corinthians, em um estádio com iluminação dramática, representando alguns dos maiores camisas 10 da história do Corinthians.
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Os maiores camisas 10 da história do Corinthians: a lista completa

Francielle Carvalho

|Atualizado |8 min de leitura

Falar dos maiores camisas 10 da história do Corinthians é revisitar uma numeração que carrega tanto peso quanto poucas no futebol. No Timão, ela passou por mãos que fizeram a Fiel vibrar, chorar e lembrar para sempre.

De um canhoto genial que transformou o Parque São Jorge num santuário até um holandês que chegou com toda pompa da Europa, a camisa 10 alvinegra tem uma história rica, às vezes brilhante, às vezes tortuosa.

Neste conteúdo, vamos percorrer os nomes que realmente fizeram essa numeração brilhar no peito do Timão. Quem foram os maiores camisas 10 do Corinthians? Quais deixaram marca de verdade? A resposta está aqui.

Top 5 maiores camisas 10 do Corinthians

Confira abaixo o top 5 maiores camisas 10 da história do Corinthians, considerando impacto, títulos, rendimento e identificação com a torcida. A lista pode variar conforme o critério adotado, mas dificilmente Rivellino, o Reizinho do Parque, sai do topo.

#

Jogador

Período

Destaques

1

Roberto Rivellino

1965-1974

474 jogos, 141 gols, maior ídolo da posição

2

Neto

1989-1993 e 1996-1997

246 jogos, 81 gols, Brasileiro 1990 e Paulistão 1997

3

Jadson

2014-2019

245 jogos, 50 gols, dois Brasileiros e três Paulistões

4

Carlitos Tévez

2005-2006

78 jogos, 46 gols, Brasileiro 2005

5

Zenon

1980-1985

276 jogos, 56 gols, Bi-Paulista 1982 e 1983

Vale ainda uma menção honrosa a Edílson (1997-2000), campeão brasileiro em 1998 e 1999 e do Mundial de 2000: um camisa 10 atípico e inesquecível para a Fiel.

+Rivellino no Corinthians: como foi sua passagem pelo clube

Os maiores camisas 10 da história do Corinthians

Carregar a 10 do Corinthians é um privilégio na mesma medida que é uma responsabilidade. Ao longo de mais de meio século de futebol numerado, alguns jogadores souberam honrá-la com talento, dedicação e momentos inesquecíveis.

Outros chegaram com promessa e ficaram na memória pelas razões erradas. Os nomes a seguir pertencem ao primeiro grupo.

Roberto Rivellino (1965-1974)

Nenhuma conversa sobre os maiores camisas 10 do Corinthians começa em outro lugar. Rivellino chegou ao clube em 1965 e passou quase uma década transformando o futebol corintiano com um canhoto que mais parecia obra de arte. Foram 474 jogos e 141 gols pelo Timão, números impressionantes para um meia.

O cruel da história é que Rivellino não conquistou títulos pelo Corinthians, numa época de jejum longo do clube. Saiu em 1974 para o Fluminense após ser injustamente responsabilizado pela perda do Paulistão daquele ano.

Mesmo assim, ninguém discute: o Reizinho do Parque é o maior camisa 10 que o Corinthians já teve.

Zenon (1980-1985)

A Democracia Corintiana é um dos períodos mais fascinantes do futebol brasileiro. E o camisa 10 desse time revolucionário era Zenon.

Com visão de jogo apurada, passes precisos e cobranças de falta que paravam qualquer goleiro, o meia foi peça central na conquista dos Paulistões de 1982 e 1983.

Em cinco temporadas pelo Timão, Zenon disputou 276 partidas e marcou 56 gols. Atuou ao lado de Sócrates, Casagrande e Wladimir num time que mudou a forma como o futebol era pensado dentro e fora de campo. Um verdadeiro maestro.

Neto (1989-1993 e 1996-1997)

O Craque Neto, hoje mais conhecido pelas opiniões inflamadas na televisão, foi um jogador de altíssimo nível dentro de campo. Com a camisa 10 alvinegra, disputou 246 partidas e marcou 81 gols.

Seu momento mais marcante veio no título brasileiro de 1990, o primeiro nacional do clube, com gols decisivos na reta final. Participou também da conquista do Paulistão de 1997, em sua segunda passagem.

Ele mesmo coloca seu nome ao lado de Rivellino quando o assunto são os maiores da posição na história do Timão. Difícil discordar: o ex-meia tinha habilidade, gol e aquela presença de dono que a numeração exige.

Edílson (1997-2000)

Nem todo camisa 10 do Corinthians foi um meia clássico, e Edílson Capetinha é a prova disso. Rápido, driblador e provocador, o atacante brilhou entre 1997 e 2000 e foi peça-chave nos Brasileirões de 1998 e 1999, além do Mundial de Clubes da FIFA em 2000.

Ficou eternizado pela polêmica embaixadinha na final do Paulistão de 1999 contra o Palmeiras, lance que entrou para o folclore do clássico. Pelo Timão, somou 157 jogos e 56 gols, com um talento que dividia opiniões mas nunca passava despercebido.

Carlitos Tévez (2005-2006)

Tévez não era um meia clássico, mas um atacante raçudo, forte e incansável. Mas vestiu a 10 e foi um dos jogadores mais decisivos que o Corinthians já teve.

Em apenas 78 partidas, marcou 46 gols e foi o nome do título do Brasileirão de 2005, eleito o melhor jogador da competição.

A passagem foi curta, mas intensa. A torcida adorou. O argentino correspondeu de forma plena a cada expectativa depositada nele. Saiu para o West Ham em 2006, mas deixou a Fiel com gostinho de quero mais.

Jadson (2014, 2015, 2017-2019)

Jadson chegou trocado por Alexandre Pato e muita gente torceu o nariz. Não demorou para a história mostrar que o negócio foi favor do Corinthians.

O meia mineiro acumulou 245 jogos, marcou 50 gols e foi peça fundamental em dois títulos do Brasileirão (2015 e 2017) e três do Paulistão (2017, 2018 e 2019).

Em 2015, virou símbolo da equipe de Tite com uma campanha histórica no Brasileiro: 13 gols e 13 assistências, números de craque absoluto. A saída em 2020 foi conturbada, mas isso não apaga o legado construído ao longo de cinco temporadas.

Outros nomes que usaram a camisa 10 alvinegra

A numeração também passou por jogadores que deixaram contribuições importantes, mesmo sem alcançar o mesmo patamar dos nomes acima. Vale repassar alguns deles para entender o peso da sequência histórica do número no clube.

Freddy Rincón (1994-1995 e 1997)

O colombiano deixou marca no Corinthians nos anos 1990 com força física e presença de meio-campo. Poderoso na chegada à área e dono de um chute forte, Rincón ajudou a elevar o nível técnico do elenco e é lembrado com carinho pela Fiel.

Douglas (2008, 2009, 2012-2014)

Em duas passagens pelo Timão, o meia-armador foi importante na conquista da Série B de 2008 e do Paulistão de 2009. Retornou em 2012 e fez parte do elenco campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes. No total, disputou 211 jogos e marcou 29 gols.

Bruno César (2010-2011)

Teve o melhor momento logo na estreia com a numeração: marcou 15 gols no Brasileirão de 2010 e recebeu o prêmio de revelação. Os problemas físicos impediram uma sequência à altura do começo.

Ainda assim, sua campanha naquele ano foi uma das mais produtivas de qualquer camisa 10 corintiana.

Rodrigo Garro (2023-2024)

O argentino chegou ao Corinthians em 2023 e rapidamente chamou atenção com sua qualidade técnica e capacidade de criação. Recebeu a camisa 10 e foi um dos jogadores mais importantes do elenco, com atuações de alto nível especialmente no Brasileirão.

Cedeu o número para Memphis Depay em 2025, mas seguiu sendo peça central da equipe.

Memphis Depay: o camisa 10 da vez

Em 2025, o holandês Memphis Depay chegou ao Corinthians como grande estrela e assumiu a camisa 10, que pertencia a Rodrigo Garro.

A movimentação gerou polêmica: o Craque Neto criticou publicamente a decisão de Garro ceder a numeração, afirmando que o argentino era mais importante para o time.

Memphis tem experiência europeia de alto nível, com passagens por Barcelona, Atlético de Madrid e Lyon. Sua chegada ao Brasil foi vista como um evento.

No primeiro ano com a numeração, o holandês somou 15 gols e 14 assistências, com o Paulistão de 2025 no currículo alvinegro.

Já em 2026, a temporada foi mais discreta, marcada por lesões e oscilação física, com o futuro em aberto entre a renovação e propostas do exterior. Ainda assim, ele reforçou o peso do número ao ser convocado pela Holanda para a Copa do Mundo de 2026.

Por que a camisa 10 tem tanto significado no Corinthians?

A numeração 10 no futebol brasileiro ganhou status de símbolo máximo muito antes das camisas fixas obrigatórias. No Corinthians, o peso é ainda maior porque os jogadores que a vestiram ao longo da história criaram um padrão elevado de exigência.

Desde Rivellino nos anos 1960, passando por Zenon na era da Democracia, Neto nos anos 1990 e Jadson no século XXI, o número esteve associado ao mais talentoso do elenco.

Isso cria uma responsabilidade enorme para quem recebe a numeração, seja um ídolo ou um reforço recém-chegado.

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Perguntas frequentes

Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns sobre a camisa 10 do Corinthians ao longo da história e no elenco atual.

Quem é o atual camisa 10 do Corinthians?

O camisa 10 do Corinthians é o holandês Memphis Depay, que assumiu a numeração em 2025 após acordo previsto em contrato. Antes dele, o número pertencia ao argentino Rodrigo Garro, que passou a usar a camisa 8.

Quem é o maior camisa 10 da história do Corinthians?

Roberto Rivellino é apontado como o maior camisa 10 da história do clube. Mesmo sem títulos pelo Timão, o Reizinho do Parque marcou 141 gols em 474 jogos e se tornou símbolo da torcida entre 1965 e 1974.

Quais jogadores marcaram a camisa 10 do Corinthians?

Entre os nomes de maior destaque estão Rivellino, Zenon, Neto, Edílson, Carlitos Tévez e Jadson. Todos deixaram legados fortes, com títulos e atuações memoráveis usando a numeração alvinegra.

Por que a camisa 10 é tão importante no Corinthians?

A camisa 10 é tradicionalmente reservada ao jogador mais criativo e talentoso do elenco. No Corinthians, o peso é ainda maior porque grandes ídolos vestiram o número ao longo de mais de meio século, criando um padrão elevado de exigência da torcida.

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Francielle Carvalho

Jornalista especializada em esportes e iGaming | Escreve sobre apostas esportivas, futebol, estatísticas e performance de equipes e atletas. Francielle ....

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