Os maiores atacantes da história do Corinthians formam uma galeria que fez a Fiel vibrar, decidiu títulos e deixou marcas que o tempo não apaga.
Em mais de um século de futebol, o Timão reuniu goleadores à altura da sua torcida — dos grandes artilheiros clássicos aos ídolos modernos que conquistaram o mundo.
Confira abaixo o ranking completo dos maiores nomes do ataque alvinegro de todos os tempos.
Quem são os maiores atacantes da história do Corinthians?
A lista dos maiores atacantes alvinegros reúne artilheiros de todas as eras. Conheça cada um deles, em ordem de importância histórica:
Cláudio — O Gerente (1945–1957)
Cláudio Christovam de Pinho é o maior artilheiro da história do Corinthians. Em 12 anos de alvinegro, o centroavante marcou 305 gols em 550 jogos — marca que nenhum outro jogador superou.
Apesar de atuar pelas pontas, tinha um faro de gol impressionante. Chamado de "O Gerente" pela liderança dentro e fora de campo, foi capitão por longos anos.
Natural de Santos, defendeu a Seleção Brasileira e jogou pelos quatro grandes de São Paulo. Entre os oito títulos com a camisa corintiana, destacam-se:
Campeonatos Paulistas de 1951, 1952 e 1954
Baltazar — O Cabecinha de Ouro (1945–1957)
Contemporâneo de Cláudio, Baltazar formou a dupla de ataque mais letal da história do Corinthians. O apelido "Cabecinha de Ouro" não é por acaso.
Dos 269 gols em 404 jogos, 71 foram de cabeça — uma marca rara de especialidade e precisão. Técnico e eficiente, conquistou oito títulos pelo clube.
É um dos poucos jogadores com um busto no Parque São Jorge, e sua parceria com Cláudio é tida como a mais produtiva do ataque alvinegro.
Teleco (1934–1944)
Teleco tem a melhor média de gols por jogo da história do Corinthians: 1,02 por partida — mais de um gol a cada jogo, um recorde que dificilmente será quebrado.
Em dez temporadas, somou 256 gols em 250 partidas. Foi artilheiro do Paulista em cinco edições (1935, 1936, 1937, 1939 e 1941) e peça-chave no tricampeonato paulista de 1937 a 1939.
Após se aposentar, cuidou da sala de troféus do clube até sua morte, em 2000. Em 2019, ganhou um busto no Parque São Jorge.
Neco (1913–1930)
Neco é o primeiro grande ídolo da história do Corinthians. Em 17 anos de clube, marcou 234 gols em 296 jogos, com média de quase um gol por partida.
Jogava em todas as posições do ataque e foi fundamental nas primeiras conquistas do Timão, incluindo sete títulos estaduais.
Após pendurar as chuteiras, voltou ao clube como treinador. Seu nome é referência obrigatória sobre as origens do futebol corintiano.
Marcelinho Carioca — O Pé de Anjo (1994–2001 / 2006 / 2010)
Marcelinho Carioca é um dos atacantes mais vitoriosos da história do Corinthians: 206 gols em 433 partidas e dez títulos.
Entre as conquistas, estão:
Quatro Campeonatos Paulistas
Dois Campeonatos Brasileiros (1998 e 1999)
Apesar de meia, seu faro de gol e a precisão nas faltas o transformaram em artilheiro histórico. O apelido "Pé de Anjo" veio do tamanho diminuto dos pés.
Sócrates — O Doutor (1978–1984)
Sócrates foi um dos maiores goleadores da história do Corinthians, mesmo sendo meia de origem. O "Doutor" marcou 172 gols em 297 jogos.
Mais do que os números, sua grandeza estava na forma de jogar: inteligente, criativo e com elegância rara. Foi bicampeão paulista (1982 e 1983).
Líder da Democracia Corinthiana, virou símbolo de um clube e de uma época — para muitos, o maior ídolo da história do Corinthians.
Luizinho — O Pequeno Polegar (1948–1962)
Com pouco mais de 1,60m, Luizinho provou que estatura não define um atacante. O "Pequeno Polegar" fez 606 jogos e 175 gols em 15 anos.
É o maior artilheiro do Derby contra o Palmeiras, com 21 gols no clássico, e conquistou 20 títulos, entre eles:
Torneio Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954
Campeonatos Paulistas de 1951, 1952 e 1954
Driblador, veloz e habilidoso, antecipava o perfil do atacante de lado moderno.
Ronaldo Fenômeno (2009–2011)
A chegada de Ronaldo Fenômeno no Corinthians, em 2009, foi uma das contratações mais impactantes do futebol brasileiro. Bicampeão mundial e três vezes melhor do mundo, chegou logo após o retorno à Série A.
Em 69 jogos, marcou 35 gols e conquistou dois títulos: o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009.
Mais do que os números, seu impacto foi global: atraiu patrocínios e elevou a visibilidade do clube. Se aposentou com a camisa alvinegra, em 2011.
Paolo Guerrero (2012–2015)
Paolo Guerrero foi peça fundamental em uma das fases mais gloriosas da história recente do Corinthians. Chegou logo após a Libertadores e brilhou.
O centroavante peruano fez 54 gols em 130 jogos e conquistou:
O Campeonato Brasileiro de 2015
Dois Campeonatos Paulistas
Imponente e letal na área, seu nome está diretamente associado às maiores conquistas da última década.
Casagrande (1981–1986)
Casagrande foi um dos grandes atacantes do Corinthians nos anos 1980, ao lado de Sócrates e como peça da histórica Democracia Corinthiana.
Artilheiro, participativo e de personalidade forte, foi bicampeão paulista (1982 e 1983).
Sua trajetória de superação pessoal após a carreira o tornou ainda mais querido pela torcida.
+Ídolos do Corinthians que os rivais fingem que esqueceram
Quem são os maiores atacantes do Corinthians no século XXI?
No recorte do século XXI, Yuri Alberto lidera a artilharia do Corinthians, com 81 gols, seguido por Ángel Romero, com 67.
A diferença para os goleadores clássicos explica por que o topo do ranking histórico parece "congelado". No futebol atual, um atacante que faz 20 ou 30 gols numa temporada costuma ser negociado com o exterior antes de acumular números de lenda.
Por isso, ídolos recentes como Guerrero, Ronaldo, Yuri Alberto e Romero carregam a missão de manter viva a tradição goleadora do Timão em uma era de elencos em constante transformação.
Menções honrosas: atacantes que marcaram época
Nem todo ídolo do ataque corintiano entra no ranking dos maiores artilheiros — alguns marcaram a história pela raça ou por gols decisivos. Entre os nomes que merecem lembrança:
Carlos Tévez: 46 gols em 78 jogos (2005–2006), peça central no título brasileiro de 2005.
Viola: herói do título paulista de 1988 e um dos rostos mais lembrados dos anos 1990.
Edílson: 55 gols em 164 jogos (1997–2000), de dribles e velocidade marcantes.
Emerson Sheik: 28 gols em 196 jogos, eternizado por decisões na Libertadores de 2012.
Servílio: 200 gols em 364 jogos (1938–1949), sexto maior artilheiro da história.
Ranking dos maiores artilheiros da história do Corinthians
Veja os 8 maiores artilheiros da história do Corinthians em números — gols, jogos e período de atuação:
Posição | Jogador | Gols | Jogos | Período |
|---|---|---|---|---|
1º | Cláudio | 305 | 550 | 1945–1957 |
2º | Baltazar | 269 | 404 | 1945–1957 |
3º | Teleco | 256 | 250 | 1934–1944 |
4º | Neco | 234 | 296 | 1913–1930 |
5º | Marcelinho Carioca | 206 | 433 | 1994–2001/2006/2010 |
6º | Servílio | 200 | 364 | 1938–1949 |
7º | Luizinho | 175 | 606 | 1948–1962 |
8º | Sócrates | 172 | 297 | 1978–1984 |
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Perguntas frequentes (FAQ)
Quem é o maior artilheiro da história do Corinthians?
Cláudio Christovam de Pinho, o "Gerente", é o maior artilheiro da história do clube, com 305 gols em 550 jogos entre 1945 e 1957.
Qual atacante tem a melhor média de gols por jogo na história do Corinthians?
Teleco, com média de 1,02 gols por partida — mais de um gol a cada jogo, em média, entre 1934 e 1944.
Ronaldo Fenômeno ganhou algum título pelo Corinthians?
Sim. Ronaldo conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009, além de elevar o perfil internacional do clube.
Quem foi o maior atacante do Corinthians na era moderna?
Paolo Guerrero é o nome mais associado ao ataque na era recente: 54 gols em 130 jogos e participação direta no Mundial de 2012 e no Brasileirão de 2015.
Quem é o maior artilheiro do Corinthians no século XXI?
Yuri Alberto lidera a artilharia corintiana no século XXI, com 81 gols, seguido por Ángel Romero, com 67.
