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Melhores atacantes da história do Corinthians

De Cláudio e Baltazar a Ronaldo Fenômeno e Guerrero: conheça os melhores atacantes da história do Corinthians e seus gols inesquecíveis

Matheus Bastos

|Atualizado |6 min de leitura

Em mais de um século de história, o Corinthians formou uma galeria de atacantes que fizeram a Fiel vibrar, decidiram títulos e deixaram marcas que o tempo não apaga. Da era dos grandes artilheiros clássicos aos ídolos modernos que conquistaram o mundo, o Timão sempre soube reunir goleadores à altura da sua torcida. Confira os maiores nomes do ataque alvinegro de todos os tempos.


Os maiores atacantes da história do Corinthians

Cláudio — O Gerente (1945–1957)

Cláudio Christovam de Pinho é o maior artilheiro da história do Corinthians. Em 12 anos defendendo o alvinegro, o centroavante marcou 305 gols em 550 jogos — números que nenhum outro jogador conseguiu superar. Apesar de atuar pelas pontas, tinha um faro de gol impressionante. Chamado de "O Gerente" por sua liderança dentro e fora de campo, foi capitão do time por longos anos e conquistou oito títulos com a camisa corintiana, incluindo os Campeonatos Paulistas de 1951, 1952 e 1954. Natural de Santos, ainda defendeu a Seleção Brasileira e jogou pelos quatro grandes de São Paulo ao longo da carreira.

Baltazar — O Cabecinha de Ouro (1945–1957)

Contemporâneo de Cláudio, Baltazar formou com ele a dupla de ataque mais letal da história do Corinthians. O apelido "Cabecinha de Ouro" não é por acaso: dos 269 gols marcados em 404 jogos, 71 foram de cabeça — uma marca impressionante de especialidade e precisão. Jogador técnico e eficiente, Baltazar conquistou oito títulos pelo clube e é um dos poucos jogadores a ter um busto no Parque São Jorge. Sua parceria com Cláudio no ataque é considerada a mais produtiva da história alvinegra.

Teleco (1934–1944)

Teleco é dono de um recorde que provavelmente jamais será quebrado: a melhor média de gols por jogo da história do Corinthians, com 1,02 tentos por partida — ou seja, marcava, em média, mais de um gol a cada jogo. Em dez temporadas com a camisa alvinegra, foram 256 gols em 250 partidas. Artilheiro do Campeonato Paulista em cinco edições (1935, 1936, 1937, 1939 e 1941), Teleco foi peça fundamental no tricampeonato paulista de 1937 a 1939. Após se aposentar, ficou no clube como funcionário e cuidou da sala de troféus até sua morte, em 2000. Em 2019, ganhou um busto no Parque São Jorge.

Neco (1913–1930)

Neco é o primeiro grande ídolo da história do Corinthians. Em 17 anos defendendo o clube — desde as primeiras gerações vitoriosas —, o atacante marcou 234 gols em 296 jogos, com média de quase um gol por partida. Jogava em todas as posições do ataque e foi fundamental nas primeiras conquistas do Timão, incluindo sete títulos estaduais. Após pendurar as chuteiras, ainda voltou ao clube como treinador. Seu nome é referência obrigatória quando se fala das origens do futebol corintiano.

Marcelinho Carioca — O Pé de Anjo (1994–2001 / 2006 / 2010)

Marcelinho Carioca é um dos jogadores mais vitoriosos com a camisa do Corinthians. Em suas passagens pelo clube, foram 206 gols em 433 partidas e uma coleção impressionante de dez títulos — incluindo quatro Campeonatos Paulistas, dois Brasileiros (1998 e 1999) e o Mundial de Clubes de 2000. Apesar de atuar como meia, seu faro de gol e a precisão nas cobranças de falta o transformaram em um dos maiores artilheiros da história do clube. O apelido "Pé de Anjo" veio do tamanho diminuto dos pés — mas o efeito que causava nas bolas paradas era de outro mundo.

Sócrates — O Doutor (1978–1984)

Sócrates não era um atacante convencional, mas foi um dos maiores goleadores da história do Corinthians. Meia de origem, o "Doutor" marcou 172 gols em 297 jogos com a camisa alvinegra. Mais do que os números, sua grandeza estava na forma de jogar: inteligente, criativo e com uma elegância rara. Líder da Democracia Corintiana nos anos 1980, Sócrates conquistou dois Campeonatos Paulistas (1982 e 1983) e virou símbolo de um clube e de uma época. É considerado por muitos o maior ídolo da história do Corinthians.

Luizinho — O Pequeno Polegar (1948–1962)

Com pouco mais de 1,60m, Luizinho provou que estatura não define um atacante. O "Pequeno Polegar" foi um dos jogadores mais duradouros da história do clube, com 606 jogos e 175 gols marcados ao longo de 15 anos. É o maior artilheiro do Derby Paulista contra o Palmeiras, com 21 gols no clássico. Conquistou 20 títulos com a camisa corintiana, incluindo o Torneio Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954, e os Paulistas de 1951, 1952 e 1954. Seu estilo — driblador, veloz e habilidoso — antecipava o perfil do atacante de lado moderno.

Ronaldo Fenômeno (2009–2011)

A chegada de Ronaldo ao Corinthians, em 2009, foi uma das contratações mais impactantes do futebol brasileiro. O maior centroavante da história do Brasil — bicampeão mundial e três vezes eleito melhor jogador do mundo —, chegou ao Timão logo após o clube retornar à Série A. Em 69 jogos, marcou 35 gols e conquistou dois títulos: o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009. Mais do que os números, o impacto de Ronaldo foi global: atraiu patrocínios, elevou a visibilidade do clube no mundo e deixou o Corinthians em outra prateleira no cenário internacional. Aposentou-se com a camisa alvinegra, em 2011.

Paolo Guerrero (2012–2015)

Paolo Guerrero chegou ao Corinthians no auge do clube — logo após a conquista da Libertadores — e se tornou peça fundamental em uma das fases mais gloriosas da história recente do Timão. O centroavante peruano marcou 54 gols em 130 jogos e conquistou o Mundial de Clubes de 2012, o Campeonato Brasileiro de 2015 e dois Campeonatos Paulistas. Guerrero era imponente, forte na disputa aérea e letal dentro da área. Para a Fiel, seu nome está diretamente associado às maiores conquistas da última década.

Casagrande (1981–1986)

Rebelde, talentoso e corintiano de coração, Casagrande foi um dos grandes atacantes do Timão nos anos 1980 — ao lado de Sócrates e como peça da histórica Democracia Corintiana. Artilheiro, participativo e com personalidade forte, foi campeão do Campeonato Paulista de 1982 e 1983. Sua história com o clube é marcada por intensidade dentro e fora de campo — e sua trajetória de superação pessoal após o fim da carreira tornou-o ainda mais querido pela torcida.


Ranking dos maiores artilheiros da história do Corinthians

Posição

Jogador

Gols

Jogos

Período

Cláudio

305

550

1945–1957

Baltazar

269

404

1945–1957

Teleco

256

250

1934–1944

Neco

234

296

1913–1930

Marcelinho Carioca

206

433

1994–2001/2006/2010

Servílio

200

364

1938–1949

Luizinho

175

606

1948–1962

Sócrates

172

297

1978–1984


Perguntas frequentes sobre os atacantes do Corinthians

Quem é o maior artilheiro da história do Corinthians?

Cláudio Christovam de Pinho, o "Gerente", é o maior artilheiro da história do clube, com 305 gols marcados em 550 jogos entre 1945 e 1957.

Qual atacante tem a melhor média de gols por jogo na história do Corinthians?

Teleco, com uma média de 1,02 gols por partida — ou seja, marcava mais de um gol a cada jogo, em média, durante sua passagem pelo clube entre 1934 e 1944.

Ronaldo Fenômeno ganhou algum título pelo Corinthians?

Sim. Ronaldo conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009 com a camisa corintiana, além de ter elevado o perfil internacional do clube durante sua passagem.

Quem foi o maior atacante do Corinthians na era moderna?

Paolo Guerrero é o nome mais associado ao ataque corintiano na era recente, com 54 gols em 130 jogos e participação direta nas maiores conquistas do clube nos anos 2010 — incluindo o Mundial de Clubes de 2012 e o Brasileirão de 2015.

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