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Escudos do Corinthians: evolução ao longo dos anos

Veja como o escudo do Corinthians mudou desde os primeiros símbolos até o modelo atual e entenda o significado de cada elemento

Matheus Bastos

|Atualizado |6 min de leitura

O escudo do Corinthians é um dos símbolos mais tradicionais do futebol brasileiro e carrega elementos que representam diferentes fases da história do clube. Ao longo de mais de um século, o distintivo passou por mudanças importantes até chegar ao modelo atual, que reúne referências ao estado de São Paulo, aos esportes náuticos e à identidade corintiana.

Fundado em 1910, o Corinthians não utilizava um escudo oficial em seus primeiros anos. As camisas do time eram simples, normalmente brancas, sem distintivos. Somente em 1913, quando o clube se filiou à Liga Paulista de Futebol, surgiu a necessidade de criar um símbolo que representasse a equipe nas competições.

O primeiro escudo do Corinthians

O primeiro distintivo do Corinthians surgiu em 1913 e era bastante simples. O desenho trazia apenas as letras C e P, iniciais de Corinthians Paulista, em referência ao nome completo do clube. Esse símbolo foi criado para identificar o time nas competições organizadas em São Paulo.

Entre 1913 e 1919, no entanto, o clube utilizou outras versões do distintivo antes de chegar ao modelo com a bandeira paulista — parte desse histórico só veio à tona décadas depois. Um segundo desenho, com o "C" em formato de ferradura entrelaçado ao "P", foi identificado em 2011 por pesquisadores da história do clube a partir de fotos de época. Pouco depois, um terceiro modelo, de traço mais elaborado e atribuído ao litógrafo Hermógenes Barbuy — irmão do jogador Amílcar Barbuy —, foi redescoberto em 2019 em acervo de jornais antigos. Foi nessa fase, já em torno de 1916, que o distintivo ganhou a letra S, formando a sigla SCCP (Sport Club Corinthians Paulista), e passou a adotar o contorno circular que se aproxima do modelo usado até hoje.

Apesar de simples, esses primeiros escudos ajudaram a consolidar a identidade visual do clube em um período em que o futebol brasileiro ainda estava em formação.

+ Leia mais: A história da Gaviões da Fiel: da arquibancada à maior torcida do Corinthians

A inclusão da bandeira de São Paulo

Uma transformação marcante aconteceu em 1919. O escudo passou a apresentar um formato circular mais definido e ganhou elementos que se tornariam permanentes na identidade corintiana.

No centro do distintivo foi incluída a bandeira do estado de São Paulo, acompanhada do nome completo do clube e do ano de fundação, 1910. Esse modelo reforçou a ligação do Corinthians com o estado paulista e ajudou a criar uma identidade visual mais forte.

O escudo com a bandeira paulista permaneceu como base da identidade do clube por décadas. Mesmo após períodos políticos em que símbolos estaduais foram desencorajados no Brasil, o Corinthians manteve o elemento no distintivo, reforçando o vínculo histórico com São Paulo.

O redesenho que marcou o escudo atual

A versão que mais se aproxima do escudo atual surgiu no fim da década de 1930. O responsável pelo redesenho foi Francisco Rebolo, artista plástico e também ex-jogador do Corinthians.

Foi nesse momento que o distintivo ganhou elementos que se tornaram icônicos:

  • Âncora

  • Dois remos cruzados

  • Corda ao redor do escudo

Esses elementos representam a ligação do Corinthians com modalidades náuticas, como o remo, que também faziam parte das atividades esportivas do clube naquele período. A ideia de incorporar os símbolos náuticos veio ainda em 1926, mas o novo desenho só estampou as camisas em 1939. O departamento aquático do clube havia sido estruturado alguns anos antes, em 1933, sob a gestão de Alfredo Schürig, período em que o Corinthians conquistou títulos no remo — o que reforçou a escolha de âncora e remos como símbolos do escudo.

O redesenho de Rebolo deu ao escudo uma identidade única no futebol brasileiro, combinando o círculo central com referências marítimas e esportivas.

Ajustes e modernizações ao longo das décadas

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Ao longo do século XX, o escudo do Corinthians recebeu apenas pequenas atualizações visuais. As mudanças normalmente envolveram ajustes de traço, proporção ou cores, sempre preservando a essência do modelo criado por Francisco Rebolo.

Na década de 1980, por exemplo, o artista Orfeu Maia participou de uma atualização gráfica do escudo, que buscou modernizar o desenho sem alterar sua estrutura histórica.

Outro momento marcante ocorreu entre os anos 1990 e 2000, quando estrelas foram adicionadas acima do escudo para representar títulos importantes do clube. Após o título mundial de 2000, uma estrela maior chegou a ser utilizada em algumas versões do uniforme.

O retorno ao escudo tradicional

Em 2011, o Corinthians tomou a decisão de retirar as estrelas do distintivo e voltar a utilizar o escudo em sua forma mais tradicional. A escolha reforçou a ideia de que o símbolo do clube já carrega, por si só, toda a história e grandeza da instituição.

O novo modelo, sem as estrelas, estreou em campo no dia 15 de janeiro de 2012, em um amistoso contra o Flamengo disputado em Londrina (PR), que terminou empatado em 2 a 2.

Desde então, o escudo utilizado nas camisas do Corinthians segue o modelo clássico: o círculo com a bandeira paulista ao centro, cercado pela âncora, pelos remos e pela corda.

Um dos símbolos mais fortes do futebol brasileiro

Mais do que um elemento gráfico, o escudo do Corinthians representa a identidade de um dos clubes mais populares do Brasil. Cada parte do distintivo conta um capítulo da história do time: da fundação em 1910 à expansão para outras modalidades esportivas e à consolidação como potência do futebol.

Presente nas camisas, bandeiras e na arquibancada da Neo Química Arena, o escudo do Corinthians se tornou um símbolo que conecta gerações de torcedores e mantém viva a tradição do clube ao longo dos anos.

+ Veja também: Mascote do Corinthians: história do Mosqueteiro e por que não é o gavião

Perguntas frequentes sobre o escudo do Corinthians

Qual foi o primeiro escudo do Corinthians?

O primeiro escudo do Corinthians surgiu em 1913, pouco antes de o clube disputar a Liga Paulista, e trazia apenas as letras C e P entrelaçadas, iniciais de Corinthians Paulista. Nos anos seguintes o distintivo passou por outras versões até ganhar, em 1919, a bandeira do estado de São Paulo.

Como era o escudo antigo do Corinthians?

Antes de chegar ao modelo atual, o escudo do Corinthians passou por versões bem mais simples: primeiro apenas as letras C e P, depois a sigla SCCP em um contorno circular, até incorporar, a partir de 1919, a bandeira paulista, e só depois — no fim da década de 1930 — a âncora, os remos e a corda que conhecemos hoje.

Por que o escudo do Corinthians tem âncora e remos?

A âncora e os remos foram incorporados ao escudo no redesenho de Francisco Rebolo, no fim dos anos 1930, em referência às modalidades náuticas praticadas pelo clube, como o remo, que teve papel de destaque nas atividades esportivas do Corinthians naquele período.

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MB

Matheus Bastos

Profissional da indústria de iGaming desde 2019, com atuação direta na produção e estratégia de conteúdo sobre apostas esportivas e cassino online. Ao longo dos anos, acompanhou a evolução do mercado brasileiro, analisando plataformas, regras e tendências do setor. Escreve com foco em clareza, responsabilidade e informação precisa para quem quer entender o jogo antes de apostar.

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