A noite de 4 de julho de 2012 entrou para sempre na história do Sport Club Corinthians Paulista. Diante de um Pacaembu lotado, o Timão venceu o Boca Juniors por 2 a 0 e conquistou, pela primeira vez, a Copa Libertadores da América, coroando uma campanha invicta e inesquecível.
Após o empate em 1 a 1 na partida de ida, em La Bombonera, o Corinthians chegou à final precisando de uma vitória simples. Empurrado pela torcida e com atuação dominante, o time comandado por Tite não deu chances ao tradicional clube argentino.
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Emerson Sheik decide a final
O grande nome da decisão foi Emerson Sheik, autor dos dois gols da partida, ambos no segundo tempo. Logo aos 8 minutos, o atacante aproveitou falha defensiva do Boca e abriu o placar, explodindo o Pacaembu.
Já aos 27 minutos, Sheik voltou a aparecer em jogada rápida de ataque e marcou o segundo, selando a vitória corinthiana e transformando a noite em uma celebração histórica para a Fiel Torcida.
Superioridade do início ao fim
Além da eficiência ofensiva, o Corinthians mostrou equilíbrio tático e força defensiva ao longo dos 90 minutos. A equipe neutralizou as principais armas do Boca Juniors, incluindo Juan Román Riquelme, e controlou o ritmo da partida mesmo diante da pressão típica de uma final continental.
O meio-campo, com Ralf, Paulinho, Danilo e Alex, foi fundamental na marcação e na saída de bola, enquanto a defesa, liderada por Chicão e Leandro Castán, teve atuação segura.
Ficha da final da Libertadores 2012
Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP)
Data: 4 de julho de 2012
Horário: 21h50
Placar: Corinthians 2 x 0 Boca Juniors
Gols: Emerson Sheik, aos 8 e 27 minutos do 2º tempo
Público: 37.959 torcedores
Renda: R$ 2.580.912,50
Corinthians:
Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Emerson Sheik e Jorge Henrique.
Técnico: Tite
Boca Juniors:
Agustín Marchesín
Orión; Sosa, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Somoza, Ledesma, Erviti e Riquelme; Mouche e Santiago Silva.
Técnico: Julio César Falcioni
Um título para a eternidade
A vitória sobre o Boca Juniors representou muito mais do que a conquista de um troféu. Foi a afirmação de um projeto sólido, de um elenco comprometido e de uma identidade construída ao longo da competição. O Corinthians encerrou a Libertadores de 2012 sem nenhuma derrota, algo raro na história do torneio.
Aquela noite no Pacaembu marcou o início de uma sequência histórica que ainda renderia, meses depois, o título do Mundial de Clubes, consolidando uma das maiores gerações da história corinthiana.
